terça-feira, 17 de janeiro de 2012

FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE

1. FIDELIZAR É GARANTIR BOM DESEMPENHO EM VENDAS

Conhecer o perfil de consumo do cliente e saber o que ele espera são condições essenciais para um relacionamento de longa duração

Com a concorrência instalada na porta ao lado, torna-se imprescindível garantir as condições ideais de entrega para o consumidor voltar e trazer outros compradores. As ações devem primar pela confiança, respeito, atenção e interesse pelos interesses dos clientes, a partir do estabelecimento de canais de relacionamento que facilitam o acesso e a comunicação.

Assim como nos relacionamentos pessoais, a fidelidade leva tempo para ser conquistada e dá muito trabalho mantê-la. E se cada cliente satisfeito consegue influenciar cinco pessoas, por outro lado, aquele que não gostou do serviço, consegue negativar treze potenciais consumidores.

Para Eduardo Souza Aranha, diretor executivo da consultoria de marketing Souza Aranha e membro da Academia Brasileira de Marketing, as redes sociais têm ajudado a gerar conhecimento e propor novas formas de relacionamento com o cliente. “O que a empresa precisa estar atenta é utilizar moderadamente esses canais como ferramenta para a fidelização.”

CRM e redes sociais

Atualmente, já é possível integrar esses canais ao CRM (Customer Relationship Management), dando origem ao que os americanos chamam de Social CRM, prática esta em que os recursos de ambas as ferramentas traçam um perfil personalizado de consumo do cliente.

“As novas ferramentas de CRM já têm funcionalidades que permitem essa integração e a grande vantagem é que você pode enxergar o cliente a partir de outras informações sobre o modo e com quem ele mais se relaciona comercialmente”, afirma Souza Aranha.

É possível utilizar também bases de dados externas, que trazem parâmetros gerais sobre potenciais clientes. No entanto, é preciso determinar o modo como os dados serão utilizados, antes da compra desse tipo de informação.

“O que vale nestes casos, é a qualidade e não a quantidade e o banco de dados adquirido no mercado pode servir para enriquecer a estratégia de fidelização”, alerta Souza Aranha.

Outras variáveis

Para a consultora Cristina Moutella, contam também aspectos relacionados à política do preço justo, condições de pagamento satisfatórias, descontos e ofertas especiais, cumprimento dos prazos e, acima de tudo, abertura ao diálogo.

De acordo com estudos realizados por especialistas, o aumento de 2% nos níveis de retenção pode resultar em um ganho de 10% dos lucros de uma empresa. Em contrapartida, reduzir 5 % a taxa de perda de clientes pode elevar os lucros de uma empresa em 25% ou mais, dependendo do setor de atividade.

Um dos principais desafios para alcançar resultados positivos é a superação das limitações das abordagens táticas dominantes nos esforços de retenção. É fundamental evoluir, de forma vigorosa, para as soluções estratégicas na retenção de clientes e de proteção da sua marca.

A visão tática de se criar ilhas de retenção no call center ou programas especializados em retenção está evoluindo para uma visão mais ampla. Antes de tudo, o planejamento estratégico e a gestão da marca devem ser os principais pilares para a retenção do cliente.

Portal HSM
11/08/2011

FONTE: Disponível em: < http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/fidelizar-e-garantir-bom-desempenho-em-vendas> Acesso em: 13 de Nov. 2011, as 17h07min.

CONCLUSÃO

A fidelização do cliente é uma das questões que mais preocupa os empresários, como mencionado na matéria, “E se cada cliente satisfeito consegue influenciar cinco pessoas, por outro lado, aquele que não gostou do serviço, consegue negativar treze potenciais consumidores.” Isso nos faz perceber que um cliente insatisfeito pode trazer sérios problemas para organização, e se esses problemas de insatisfação não forem resolvidos rapidamente, poderá levar ao fim da organização. A matéria também mostra que o CRM (Custosmer Relationship Management) e as redes sociais são ferramentas que podem ajudar a traçar o perfil do consumidor, e saber quais os seus desejos e anseios é muito importante para organização, pois o cliente se sentira seguro na hora da compra podendo tornar um possível cliente fiel.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

HISTÓRICO DA GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO




Impossível tratar de globalização sem mencionar o capitalismo.
O capitalismo surgiu a partir da crise feudal, com o desenvolvimento do comércio, que se formou, aos poucos, nos períodos finais da Idade Média, dominando, posteriormente, a Europa Ocidental. Mas o capitalismo estabeleceu-se permanentemente após a Revolução Industrial na Inglaterra.
A principal conseqüência do capitalismo foi o intenso processo de concentração e centralização de capital, facilitando, assim, que várias empresas surgissem, crescessem e ganhassem consolidação no mercado rapidamente. Com isso, acarretou grande número de concorrentes, que, para continuar no mercado e garantir seus lucros, não viam alternativa a não ser unir uma empresa à outra e tornar-se mais forte no mercado, a ponto de “derrubar” seus concorrentes. Essas fusões e incorporações resultaram em monopolização e oligopolização de muitos setores da economia.
Porém, a consolidação capitalista só ocorreu após a Primeira Guerra Mundial, quando as empresas tornaram-se mais poderosas e influentes, acentuando a internacionalização dos capitais.
Os Estados Unidos foi o país em que o capitalismo consolidou rapidamente, resultando em um grande e rigoroso mercado de capitais, e até os dias atuais, é a principal potência capitalista do mundo.
A mundialização da economia capitalista resultou em um período de profundas transformações econômicas, na qual o mundo iria passar a partir dos anos 80, ou seja, o processo atual de globalização.
Globalização é um processo de crescimento econômico, com caráter individualista e moldado pelos valores, possuindo como foco central o capitalismo.
A globalização é considerada como a fase avançada do capitalismo, e conceituada como a integração de diferentes países nos setores econômico, social e político, com o intuito de atender o capitalismo e buscar novos mercados, estreitando relações comerciais entre países, tendo em vista que as multinacionais desenvolvam atividades em diferentes territórios.
Atualmente, as principais marcas famosas e globalizadas, tidas como exemplo vivo do capitalismo são: MCDonald’s, Microsoft, Havaianas, AmBev, Google, etc.

terça-feira, 21 de junho de 2011

RELAÇÃO ENTRE MITO E COTIDIANO


Segundo CHAUI, mito é uma narrativa sobre a origem de alguma coisa, ou seja, a explicação de como alguma coisa surgiu. O mito também é tido como uma forma de comunicação humana, e é relacionado à linguagem e a vida cotidiana, sendo que cada comunidade cria seus próprios mitos.
Nos dias hodiernos, utilizamos o mito para que através das coisas do passado, possa entender o presente. O mito proporciona ao homem moderno, o cotidiano que não havia no homem primitivo.O mito resgatado do homem moderno, não é tão próximo da realidade como se mostrava no home primitivo, ou seja, há uma fuga da realidade,a exemplo disso temos os super-heróis de desenhos animados e filmes, que assumem o papel de defensores do bem e da justiça,fazendo-se protetores de nossa imaginação. O mito é forte influenciador da sociedade e de seu cotidiano, pois é inconsciente coletivo de um povo, encarnando valores coletivos almejados por uma sociedade. Outro exemplo forte da importância do mito no cotidiano, são os textos bíblicos, com valores seguidos por muitos no seu cotidiano.
 A pesar das grandes diferenças educacionais e culturais que separam a sociedade, não se pode ignorar o ponto de encontro existente entre elas, pois a educação constrói um caminho cultural no sentido de valores, atitudes, normas, representações e linguagem, cuja função é reproduzir o sistema social.
Sob o ponto de vista pedagógico, onde houver interação entre sujeitos, haverá a reprodução do saber, neste contexto fica claro que a educação sofreu modificações no decorrer de seu processo histórico, ou seja, a educação não é um processo intocável que estagna, ela sofre efeitos ideológicos por estar fortemente ligada a ações políticas e sociais. Sendo assim, fica claro no filme as mudanças no processo histórico da educação.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13° Ed. São Paulo: Ática, 2006.
      OLIVEIRA, Manoel de. O filme falado. Portugal, 2003.     

SUJEITO CONSTRUTOR E CONSRUIDO PELA SOCIEDADE

1.     INTRODUÇÃO
Esta pesquisa acadêmica visa compreender de forma clara e objetiva como fazer com que o aluno se compreenda como sujeito construtor e construído pela sociedade.
A consciência psicológica ou o eu é formada por nossas vivências,  isto é, pela maneira como sentimos e compreendemos o que se passa em nosso corpo e no mundo que nos rodeia, assim como se passa em nosso interior. (CHAUI, 2006, P 130)
Neste sentido, é evidente que o convívio social é de suma importância para esse processo educativo, pois é através dele que o aluno vai se dotar de consciência psicologia, construindo assim o ser social que aprenderá uma série de normas e princípios religiosos, éticos e comportamentais, diminuindo assim o valor da capacidade individual e valorizando a capacidade da coletividade, fazendo com que o aluno conheça seus direitos e deveres, respeitando ao próximo.
 A presente pesquisa traz uma temática interessante e bastante pertinente para nós quantos cidadãos e profissionais em formação, pois nos faz refletir sobre o cotidiano com mais profundidade, fazendo assim com que o professor reflita sobre o seu papel na sociedade.


S  SUJEITO CONSTRUTOR E CONSTRUIDO PELA SOCIEDADE

Entende-se por sujeito construtor e construído pela sociedade, o individuo que não somente ajuda a construir e faz parte da sociedade, mas aquele que também é moldado por ela, se adaptando ao ambiente o qual faz parte.
Segundo CHARON, a principal idéia da sociologia é que os seres humanos são sociais, e tem a necessidade do convívio social, porém isso não significa que gostamos uns dos outros, mas nos adaptamos a situação, por outro lado, se não houvesse essa interação social, seriamos uma espécie de animal diferente da que somos. CHARON ainda relata que há seis requisitos importantes para a prática do ser social, são eles:
1.      A necessidade do outro para sobreviver:
Pois é preciso do outro para que nos alimente, nos proteja,nos ensine, der amor, afeto e carinho (mais forte quando bebês).
2.      Aprender com o outro como sobreviver:
Porque ao nascer, não sabemos como sobreviver, isso ainda não nos foi ensinado, e precisamos do outro para adquirir certa capacidade.
3.      Nascemos em uma sociedade:
Onde trabalhamos, estudamos e aprendemos, ou seja, vivemos em uma comunidade organizada que possui regras a qual devemos seguir.
4.      Qualidades humanas que dependem do convívio social:
A condição de seres humanos depende da vida social, sendo assim, nós só nos tornamos totalmente humanos em sociedade.
5.      Qualidades pessoais que dependem da interação com a sociedade:
É a interação que faz com que adquiramos certas qualidades como: valores, objetivos, idéias, princípios morais e emocionais.
6.      Seres humanos como atores sociais:
Tentamos nos comunicar, impressionar, influenciar e até manipular os outros, por isso somos atores sociais, o que fazemos é conseqüência do que as pessoas que nos rodeiam fazem.
Muito tempo atrás, Durkheim descreveu a sociedade como sendo composta de “fatos sociais”. Com isso queria nos dizer que a sociedade existe “lá fora (exteriormente às consciências sociais individuais), constitui uma força invisível, mas real que atua sobre todos nós, de um modo ou de outro. Hoje às vezes a denominamos “forças sociais” ou “padrões sociais”. (CHARON, 2002, p. 27)

Segundo Durkheim, criador da sociologia da educação, a principal função do professor é formar cidadãos capazes de contribuir para o convívio social. Sendo assim a sociedade seria beneficiada com o processo educativo, pois através dele há uma melhoria no desenvolvimento do aluno e conseqüentemente da sociedade em que a escola está inserida. Afirma ainda que o homem é bem mais do que formador da sociedade, é um produto dela, ou seja, sujeito construído pela sociedade. Durkheim acreditava que a ordem social, seria uma preocupação constante, nunca deixaríamos de nos preocupar com as questões sociais. Conte, afirmava que a sociedade precisava de uma reforma, uma mudança que fizesse com que o progresso constituísse um resultado que fosse regular e sem pressa.
Diante das constatações e afirmações, nota-se que a educação é imprescindível para que o aluno se compreenda como sujeito construtor e construído pela sociedade, pois através dela, o aluno vai perceber o que é ser social, ou seja, aprenderá que ser social não é só conviver em sociedade, mas respeitar as diferenças e cumprir com seus direitos e deveres, valorizando assim o direito dos outros, sabendo que seu direito só começa quando o do outro termina, e vive-versa.
A escola apresenta-se, hoje, como uma das mais importantes instituições sociais por fazer , assim como outras, a mediação entre o individuo e a sociedade. Ao transmitir a cultura e, com ela, modelos sociais de comportamento e valores morais, a escola permite que a criança “humanize-se”, cultive-se, socialize-se ou, numa palavra, eduque-se. (BOCK, 2008, p261)

A ação de educar exige muita dedicação e responsabilidade para que esse processo tenha êxito. A escola, junto com o professor, tem o papel de contribuir para a formação e exercício da cidadania, oferecendo assim aos alunos instruções e educação, aumentando a capacidade do individuo entender seus direitos e deveres para com a sociedade. Sendo assim, alunos, professores, família e a escola caminham de mãos dadas para o sucesso da sociedade.
 
1.     CONCLUSÃO
Na verdade, a escola, como instituição social, estabelece um vínculo ambíguo com a sociedade. É parte dela e, por isso, trabalha para ela, formando os indivíduos necessários a sua manutenção. (...) É preciso ter clareza desta ambigüidade da escola no trabalho educacional, pois esta ambigüidade ao mesmo tempo nos coloca a necessidade de estarmos presos a realidade social e de sermos criativos e inovadores. Está a brecha da escola transformadora. (BOCK,2006,p.267)
A abordagem do tema: Sujeito construtor e construído pela sociedade é de grande relevância para o nosso reflexo sobre as práticas sociais, pois se tornou claro o entendimento de que o educador tem a função de mediador na formação do aluno cidadão consciente, fazendo-o perceber que o convívio escolar é decisivo na aprendizagem e na pratica dos valores sociais, reconhecendo que ninguém nasce cidadão, mas o torna através da educação.


2.     REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BOCK, Ana Mercês Bahia ET AL. Psicologia: Uma introdução ao estudo de psicologia. 14° tiragem. São Paulo: Saraiva 2008.
CHARON, Joel M. Sociologia. 5° Ed. São Paulo: Saraiva 2002.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia. São Paulo: Brasiliense, 2006.
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13° Ed. São Paulo: Ática, 2006.











 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Relação de Trabalho no Brasil Colônia (1500 – 1822)


Introdução

A realização desta pesquisa acadêmica visa compreender de que forma as relações trabalhistas existentes no período de 1500 a 1822, contribuíram para o desenvolvimento da economia brasileira, e os impactos dessa relação, para o futuro econômico da nação.
Abordaremos o processo de colonização e formação econômica que se desenvolveu, e para que diretrizes a economia do país aponta, usando como base a mão-de-obra existente no período.
O sistema econômico na época, da nossa colonização, no caso o mercantilismo, é a mola propulsora que levará todos os países que possuem colônias a procederem quase todos da mesma forma, pois o objetivo inicial dos colonizadores era o lucro. Com esta visão, os colonizadores agiam como traficantes, e que a idéia de desenvolver a colônia e povoá-la era nula.
Visando somente a exploração tanto da mão-de-obra existente quanto das riquezas presente nas novas terras, sendo o Brasil considerado uma grande empresa extrativa, destinada a fornecer matérias primas para abastecer os centros econômicos da Europa.


Relação de Trabalho no Brasil Colônia
(1500 – 1822)

Em abril de 1500, quando Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, os colonos logo demonstraram grande interesse na mão-de-obra indígena, pois eles tinham informações valiosas de onde encontrar as minas de metais preciosos e elementos naturais, como o pau-brasil para serem comercializados.
Quando os portugueses desembarcaram, constataram que nas novas terras já existiam habitantes, os quais denominaram índios, sendo que a primeira raça a ter contato com os portugueses foi a tupi-guarani.
Após o descobrimento entre 1501 e 1503, começaram a explorar as terras descobertas em duas expedições. O interesse de Portugal era explorar de forma intensiva as maiores riquezas existentes em nossas terras: o pau-brasil, e verificar a existência de outras, no caso o ouro. A exploração dizimou boa parte das matas do litoral brasileiro, em virtude de se coletar a maior parte possível da madeira nobre. Dá-se inicio à exploração da mão-de-obra existente no período: os índios, que cortavam e transportavam a madeira para os portugueses e recebiam em troca como pagamento espelhos, colares, pentes e outros objetos sem valor algum.
Existe um paradoxo se houve ou não escravidão no Brasil: para os portugueses era uma relação amistosa, onde eles só trocavam favores, porém a única preocupação da coroa portuguesa era o lucro que iria obter a qualquer custo. Com a chegada da Igreja Católica, todo esse contexto de escravidão veio à tona e os portugueses foram impedidos de utilizar a mão-de-obra indígena, pois o intuito da igreja era catequizar e expandir o catolicismo através dos índios.
Como a demanda do mercado não era mais favorável para o pau-brasil, os portugueses viram a necessidade de investir em um produto muito procurado na Europa, a cana-de-açúcar. Segundo Celso Furtado, a condição fundamental de existência e expansão era a possibilidade de terras. Dada a natureza dos pastos do sertão nordestino, a carga que suportavam essas terras era extremamente baixa. Daí a rapidez com que os rebanhos penetraram no interior, cruzando o São Francisco e alcançando o Tocantins e, para o norte, o Maranhão no começo do século XVIII. É fácil compreender que, à medida que os pastos se distanciavam do litoral, os custos iam crescendo, pois o transporte de gado se tornava mais oneroso. O fato de que essa expansão se havia mantido por tanto tempo, deve-se a disponibilidade de capacidade empresarial, visto que essa atividade apresentava para o colono sem recursos, muito mais atrativos que as ocupações acessíveis na economia açucareira.
Foi, então, a partir de 1530, que o rei de Portugal enviou a primeira expedição colonizadora, para garantir a posse da terra descoberta e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar em lavouras. Nessa época o Brasil começou a ser colonizado, porém muitos conflitos surgiram entre os índios e os colonos, pois a utilização da mão-de-obra indígena não era de livre e espontânea vontade, eles eram obrigados a trabalhar, daí a utilização da palavra escravidão, algo imposto, obrigatório, sem direito de escolha. Por não se adaptarem à nova forma de trabalho, os índios foram afastados da lavoura da cana-de-açúcar. Uma nova força de trabalho fez-se necessária e os portugueses buscaram uma nova modalidade de mão-de-obra: os escravos africanos, que foram trazidos na mesma época. Eles se tornaram a mão-de-obra predominante, sendo a grande massa trabalhadora na economia colonial.
Este ciclo durou de 1570 a 1650, com grande abundância de produção. Neste ciclo os negros eram muito explorados e tratados como animais, sendo eles responsáveis por todos os serviços, desde o plantio até a fabricação do açúcar, recebendo em troca maus-tratos, pouca comida, vestimenta e habitação precária. Em 1695 descobre-se a primeira jazida de ouro no estado de Minas gerais. A maioria da mão-de-obra nesta época era a escrava. Porém o maior ciclo do ouro é entre os anos de 1735 e 1754 depois de descobertas as maiores jazidas de ouro nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. O povo, descontente com a situação que se instalou no Brasil, pois a maior parte das riquezas aqui produzidas eram transferidas para Portugal, alguns grupos de brasileiros organizaram-se revoltosos na tentativa de inserir mudanças. Com conflitos violentos e sangrentos entre índios e colonos, colonos e missionários e escravos e senhores contradizendo o pacifismo da colonização no Brasil.
Durante este conflito muitos índios vieram a óbito e os colonos prontamente substituíram a mão-de-obra, buscando-as na África, seguindo o mesmo modelo escravista de trabalho. Esses novos escravos faziam todo tipo de trabalho, desde a lavoura da cana-de-açúcar até os trabalhos domésticos nas casas de seus senhores.
O trabalho braçal era visto como algo destinado ao negro, pois era um trabalho pesado, e aqueles que se recusassem ou não fizesse direito era castigado e recebiam uma marca de ferro em brasa com a letra “F”, para marcar os negros fugitivos.
É notório que as condições sociais nesses sistemas escravistas eram precárias, e o tratamento desumano. Para resistir a essa escravidão e maus tratos, os negros começaram a organizar motim para fugirem das senzalas para as florestas e formaram os Quilombos, que para eles era um mecanismo de defesa contra aquela vida de escravidão. Infelizmente, essa tal liberdade durou pouco, pois o seu refúgio foi descoberto e totalmente destruído, ainda assim muitos negros resistiram, suicidando-se para não voltar ao sofrimento, e aqueles que foram capturados recebiam em dobro todo castigo.
Em 1822, após a independência, a escravidão se manteve fortemente, pois era de interesse dos grandes proprietários continuarem com este sistema, além disso, existem proprietários também com preconceito racial. A partir do Segundo reinado percebe-se uma luz de esperança para os escravos, com a formação de movimento a favor da abolição da escravatura.


Conclusão

Concluímos que o sistema de trabalho existente no período colonial era extremamente desumano e cruel, colocando os trabalhadores em uma situação contínua de risco para a sobrevivência de suas vidas, em prol de satisfazer as necessidades dos colonos.
Isso demonstra que as atitudes tomadas por Portugal em relação ao Brasil foram extremamente egoístas, mal formuladas em relação a futuros projetos, até para a própria nação. As atitudes tomadas muitas vezes não eram condizentes com o projeto de expansão. Não interessava aos portugueses o progresso do Brasil, e a exploração feita no país foi devastadora, tanto para as riquezas nacionais quanto para as pessoas que aqui residiam e que foram forçadas a servir como escravos para os colonos portugueses, o que marcou de forma significativamente negativa a história do Brasil.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil.32° edição;São Paulo,2003.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 34ª. Edição; São Paulo: Cia. Das Letras, 2007.