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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

GÊNERO TEXTUAL



   CONCEITO DE GÊNERO TEXTUAL

Segundo Marcuschi (2003), Gênero textual é a denominação dada àsdistintas formas de linguagem que circulam socialmente, sejam elas informais ou formais. Normalmente são associados aos estudos literários, técnicos e científicos de diferentes tipos de gêneros textuais, possuem características e contribui para comunicação no nosso dia-a-dia.

GÊNEROS TEXTUAIS DO AGRUPAMENTO DO NARRAR

A narração é um tipo de gênero literário que é dividido em:
ü          Conto maravilhoso
ü         Conto de fadas
ü         Fábula
ü         Lenda
ü         Narrativa de aventura
ü         Narrativa de ficção científica
ü         Narrativa de enigma
ü         Narrativa mítica
ü         Adivinha

De acordo com Marcuschi( 2003), a principal finalidade dos atributos dos gêneros narrativos é contar e narrar um fato, fazendo com que este fato sirva de conhecimento, diversão e aprendizado. Utilizando os gêneros narrativos, podemos iniciar com contos acumulativos, ou seja, aqueles em que tem uma repetição no refrão, que é ideal para o momento de alfabetização, com o gênero de instruir, podemos trabalhar receitas culinárias, com o gênero relatar, trabalhar com crianças menores, estimulando-as a escrever pequenas biografias.  Já para a educação básica nas séries finais, é ideal trabalhar com a leitura de romances. No ensino fundamental, podemos trabalhar textos de informação cientificas, a fim de ampliar os estudos dos gêneros textuais.

  CARACTERÍSTICAS DOS GÊNEROS DO NARRAR

1. Conto maravilhoso
Os contos maravilhosos é um texto narrativo que normalmente começa por: era uma vez, Há muito tempo atrás, e sempre acontecem em florestas, reinos, etc. Sempre apresenta um protagonistae um antagonista ( Bruxas, magos, monstros, seres mágicos, etc. ). Esses aspectos mágicos servem para chamar atenção da condição humana que é limitada, mas nem sempre tem um final feliz. 

2. Fábula

As fábulas são composições literárias em que os personagens normalmente são animais, forças da natureza ou objetos que falam, e tem o objetivo de trazer para criança um ensinamento moral. 

3. Lenda

As lendas são narrativas de ditos populares que não podem ser comprovadas cientificamente, pois são frutos da imaginação da população, que passa de geração para geração.  

4.   Narrativa de aventura

As narrativas de aventura é uma ação que tem perigo, em que o personagem passa por diversas aventuras.
ü  Narrativa de ficção científica
A narrativa de ficção cientifica, tem como característica a fantasia sobre algo possível ainda que não seja no presente.

5. Narrativa de enigma

A narrativa de enigma tem por características personagens como: Criminosos, vítimas, suspeitos e detetive. 

6. Narrativa mítica

A narrativa mítica tem por característica as criações populares que são passadas de geração a geração, além de falar sobre deuses, semideuses e heróis da antiguidade. 

7.  Adivinha

A adivinha é um gênero literário pedagógico que tem por finalidade divertir e ensinar.

CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM CORPORAL PARA A COMUNICAÇÃO DO ALUNO

A linguagem corporal é representada por todos os gestos e posturas que faz com que a comunicação seja melhor entendida, também pode ser considerada como comunicação não verbal. A linguagem do corpo é espelho da condição emocional das pessoas, cada gesto é uma valiosa fonte de informação. O estudo da linguagem corporal é importante para que o aluno estabeleça um comportamento comunicativo entre os colegas, transmitindo informações automaticamente.

TIPOS DE ATIVIDADES PARA EXPLORAR A LINGUAGEM CORPORAL
·         Atividades com música, deixando os alunos à vontade para dançarem e cantarem (Sugestão de músicas: Imitando os animais – Xuxa, Dança dos bichos – Eliana)
·         Atividades sobre a parte do corpo humano (Conversar com alunos sobre as partes do corpo humano, indagando a eles sobre a importância das mesmas)
·         Dinâmica estamos amarrados (Amarra os alunos de dois em dois, pelo braço, deixando eles assim até o fim da aula, eles terão que fazer tudo amarrados, depois abre uma conversa sobre o que eles acharam da atividade. O professor fala da importância do observar o outro e de respeitar os limites do outro)


 A IMPORTÂNCIA ENTREA RELAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DE TEXTOS DO GÊNERO DO NARRAR E A LINGUAGEM CORPORAL

Um dos maiores problemas que os profissionais da educação infantil enfrenta é lidar com diversidade do mundo, as crianças não são mais como antigamente, elas estão cada vez mais inquietas, e muitas vezes essa inquietude pode ser decorrente de problemas emocionais ou muitas vezes por desafetos que interferem diretamente em sua aprendizagem e relações interpessoais. Neste sentido, a linguagem corporal serve como um elo para minimizar os problemas com a aprendizagem e relações interpessoais.
É evidente que os relacionamentos com o outro são estreitamente ligados à atividade motora e sensoriomotora da criança. Como esta atividade permite-lhe reconhecer o mundo das coisas, permite-lhe, da mesma forma, reconhecer o mundo dos outros, diferenciar-se dele, e progressivamente adaptar-se e integrar-se a ele. (VAYER, 1984)

A criança aprende melhor e mais rápido quando interage com tudo a sua volta, e trabalhar os gêneros do narrar e a linguagem corporal é importante para estimular a imaginação e a criatividade da criança. Neste sentido, o agrupamento dos gêneros do narrar visam às relações interpessoais e o aprimoramento da leitura e escrita.
A escola é tomada como autêntico lugar de comunicação e as situações escolares como ocasiões de produção/recepção de textos. Os alunos encontram- se, assim, em múltiplas situações em que a escrita se torna possível, em que ela é mesmonecessária. Mais ainda: o funcionamento da escola pode ser transformado de tal maneira que as ocasiões de produção de textos se multiplicam: na classe, entre alunos; entre classes de uma mesma escola; entre escolas. Isto produz, forçosamente, gêneros novos, uma forma toda nova de comunicação que produz as formas lingüísticas que a possibilitam. (SCHNEUWLY, 2004)

Trabalhar os gêneros do narrar e a linguagem corporal é fundamental para interação em sala de aula. A interação é um importante meio de comunicação entre as pessoas e possibilita a manifestação dos pensamentos sore o mundo.
A linguagem corporal por sua vez , possibilita as crianças expressarem o que sentem e pensam, podendo se comunicar e se expressar de varias formas. Através da linguagem corporal as crianças passam a descobrir as coisas e o mundo a sua volta e consequentemente estimula sua percepção a respeito das coisas.
É papel do professor deve apresentar e trabalhar com os alunos os tipos e os gêneros textuais que fazem parte do cotidiano. É fundamental que os estudantes compreendam que texto não são somente aquelas composições escritas tradicionais com a qual se trabalha na escola – descrição, narração e dissertação – mas sim que o texto é produzido diariamente em todos os momentos em que nos comunicamos, tanto na forma escrita como na oral. ( CALDAS, 2005)



REFERÊNCIAS

CALDAS, L. K; PEREIRA, L.F. Jornal escolar na perspectiva da mediação dialética: uma proposta interdisciplinar. Mosaico. São José do Rio Preto, vol.4 2005.
MARCUSCHI, Luiz A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade.In: DIONÍSIO, Ângela P.; MACHADO, Anna R.; BEZERRA, Maria A. (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. A questão do suporte dos gêneros textuais. In: Fala e Escrita: Características e Usos. NELFE (Núcleo de Estudos Lingüísticos da Fala e Escrita), Depto. de Letras da UFPE, CNPq – 2003 (Versão provisória de18/05/2003).
SHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim e colaboradores. Tradução e organização: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado das Letras, 2004.
VAYER, Pierre. O diálogo corporal. A ação educativa para a criança de 2 a 5 anos. São Paulo: Manole, 1984.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Análise dos níveis de texto presente no filme “Poder além da vida”

                                                 


                           RESUMO DO FILME “PODER ALÉM DA VIDA”
“Gotas de suor atingem o chão”. Ao fundo, desfocados, vemos um grupo de homens, todos vestidos com roupas semelhantes. Não conseguimos a princípio perceber de onde vem às tais gotas até que a câmera nos leva a um ginasta, segurando com firmeza e força as argolas onde está executando com grande habilidade seus exercícios. A arena está montada e as pessoas ao redor constituem os juízes, os outros atletas e o público que prestigia o evento. Ao saltar, o jovem atleta vê uma de suas pernas literalmente se despedaçar em vários pedaços. Enquanto ele agoniza, todas as demais pessoas ali presentes e próximas tentam acudi-lo, menos um homem, que varre inadvertidamente os resíduos da perna do jovem como se estivesse se preparando para jogá-los no lixo. Só o que o jovem atleta consegue ver desse homem são os seus sapatos, que notadamente são de diferentes modelos, apesar de terem a mesma cor. De repente, assustado, Dan Millman (Scott Mechlowicz), o protagonista dessa história, acorda suado e assustado. Acabara de ter um incômodo pesadelo. Esse início de história nada mais é do que o prenúncio de que estamos diante de um somatório de fatos e acontecimentos que certamente poderiam mudar a vida de alguém. Ainda mais quando Millman conhece Sócrates (o veterano Nick Nolte, em mais uma bela interpretação), atendente de um posto de gasolina, que calça os sapatos vistos pelo jovem em seu sonho. E o que os une além do sonho que levou Dan ao encontro de Sócrates? A princípio nada parece ser comum entre os universos em que ambos vivem. O jovem demonstra estar deslumbrado com as vantagens materiais que o mundo pode lhe dar por ser um atleta de ponta. É o que fica claro quando diz a Sócrates que tem tudo o que precisa de mulheres a notas altas, de dinheiro farto a muitos amigos e, principalmente sucesso tanto na escola quanto no esporte.
Nesse momento, querendo comprovar o quanto é bem sucedido e preparado para vencer na vida, Millman lança um desafio a Sócrates. Diz o ginasta para o enigmático atendente do posto de gasolina que qualquer pergunta pode a ele ser dirigida. Ele está pronto para responder sem qualquer problema. Está tão resoluto e seguro que acredita saber todas as respostas, não importando nem mesmo quais serão as perguntas a ele direcionadas. - “Você é feliz?” - Pergunta-lhe então Sócrates. E a pergunta deixa Dan desnorteado. Parece ao mesmo tempo tão simples... Mas ao mesmo tempo pode ser igualmente complexa e desafiante por provavelmente conter algum duplo sentido ou por ser capciosa. Afinal de contas, jovem e forte, fazendo sucesso com as garotas, tendo ótimos resultados na escola, cotado para ganhar campeonatos e tornar-se atleta olímpico, contando com amigos e tendo dinheiro no banco, o que poderia fazer com que ele fosse infeliz? O que faz, no entanto, com que ele não consiga dormir a noite? Se tudo é tão lindo e maravilhoso, o que motiva não só a insônia que o atinge, mas também um sentimento de vazio que por tantas vezes toma conta de seu corpo? “Tire o lixo de sua mente”, diz a ele Sócrates. Aprenda a perceber e saborear o mundo que está ao seu redor. Amplifique os seus sentidos. Foque mas não perca a capacidade de ampliar o seu olhar e perceber tudo o que existe no mundo. Não há momentos perdidos em nossas vidas. Cada experiência pode e deve ser percebida como única e excepcional. Sempre há algo acontecendo. O que existe de mais importante na vida é esse momento, o agora.
E o que fazemos em relação a isso? Absolutamente nada, ou seja, na maior parte do tempo vivemos mecanicamente, como se desprezássemos o fato de que essa experiência e cada minuto que passou jamais irão nos ser novamente concedidos. Vivemos atormentados com o passado ou com o futuro. Assombrados pelos erros ou pecados que cometemos. Assustados com o que está por vir e que, obviamente, desconhecemos e por isso tememos. E, com isso, deixamos de viver o agora com toda a força, vibração e energia que deveríamos dedicar a cada uma dessas experiências tão valiosas que se colocam diante de nós. Dan Millman não pareceu entender bem o que lhe dizia esse tão estranho tutor com o qual deparara num posto de gasolina. Sócrates, a quem ele chamara de filósofo de loja de conveniências, não parecia dizer coisa com coisa e, além disso, como poderia se contentar em viver como atendente de um posto de gasolina (ao que o sábio lhe respondia, “servir é o mais nobre de todos os propósitos”). É através de uma pequena tragédia pessoal que Millman consegue ganhar tempo real para reavaliar o que Sócrates estava a lhe dizer em todas as ocasiões em que haviam se encontrado. Um acidente de moto o coloca na cama, com uma das pernas estraçalhada e sem perspectivas (ao menos por parte dos médicos especialistas) de retornar ao esporte que tanto amava. O que fazer? Como superar tamanha dor e sofrimento? Baseado no livro “O caminho do guerreiro pacífico”, de autoria do próprio Dan Millman, “Poder além da vida” é mais do que um filme, trata-se de um libelo em favor da reflexão, da valorização da vida e de nossas experiências, da partilha de ideais e propósitos nobres e, em especial, da busca de equilíbrio e harmonia em nossas vidas.

  
                                   ANÁLISE DOS NÍVEIS DO TEXTO

Um texto nasce da união de um plano de conteúdo com um plano de expressão (verbal, não-verbal, pictórico, sincrético, dentre outros.) e podem ser estudados separadamente, pois podem ser ligados por varios planos de expressão, sendo então um objeto que visa entender as relações que se estabelecem na vida do homem.  De acordo com Barros (2000), Esta teoria   tem o objetivo de explicar o sentido do texto pela análise de seu conteudo. Os procedimentos utilizados para produção dos sentidos de um texto seguem um caminho gertaivo, chamado “Percurso gerativo de sentido”, esse percurso  gerativo de sentido compreende três níveis de organização dos sentidos de um texto: o nível fundamental, o narrativo e o discursivo.

     Nível Fundamental

No nível fundamental , Segundo Barros (2000), determina-se o mínimo de sentido a partir de que o discurso se constrói.  Nesse nível, o sentido do texto aparece motivado pela relação de aversão entre dois termos que têm um traço semântico em comum, por exemplo: liberdade x opressão. Um desses termos será sempre eufórico (positivo) e outro disfórico (negativo).
Num nível mais abstrato, percebe-se no filme “Poder além da vida”, duas oposições semânticas, a partir das quais se constrói o sentido do texto: Persistência X Desistência. 

     Nível Narrativo

Na visão de Barros (2000), no nível narrativo não se deve pensar, porém, que o percurso gerativo do sentido se aplique somente a textos narrativos, pois todos os textos possuem narrativa minima, que é definida como uma mutação de estado, ainda que essa mutação esteja implícita e seja necessário ser pressuposta pelo leitor. No filme “Poder além da vida”, podemos perceber a semântica narrativa quando Dan tem um pesadelo, Ao saltar do aparelho, ele vê suas pernas se despedaçarem. Enquanto ele sente a dor de ter sua perna literalmente em pedaços, todas as pessoas que estavam no ginásio se aproximam para tentar ajuda-lo, exceto um homem que varre os resíduos da sua perna como se estivesse varrendo lixo.


      Nível Discursivo

Por fim e não menos importante, vem o nível discursivo, onde as formas abstratas do nível narrativo são revestidas em termos que lhes dão sentido. Segundo Barros (2000), é nesse nível que estabelecemos as categorias de tempo, de espaço e de pessoa, que se produzem os efeitos de verdade, e de realidade, dentre outros. É nessa fase que são apresentadas todas as escolhas a fim de que o leitor venha a crer no nosso discurso, por isso o nível discursivo é tido como o mais complexo e mais concreto de todos.
Visto isso, os sujeitos do nível narrativo se concretizam quando Dan tem um pesadelo, o nível discursivo produz as variações de conteúdos narrativos, tendo inicio o nível discursivo quando Dan tem sua vida aparentemente perfeita.

                           CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista os objetivos expostos na introdução, ou seja, o de analisar os níveis textuais do filme “Poder além da vida”, podemos perceber, que mesmo que o objetivo tenha sido alcançado, é importe uma exposição mais aprofundada dos conceitos, assim como uma análise mais detalhada. Porém, acreditamos na possibilidade de termos produzido uma análise produtiva, que permitirá que outras pessoas possam ter um olhar mais apurado, a ponto de poder identificar os níveis fundamentais, narrativos e discursivos presentes no filme, sendo possível fazer um breve analise. Além da experiência adquirida com analise do filme, outra mensagem foi muito marcante e ficou destacada ao longo do filme, que é a importância de valorizar o “hoje”, o “agora” e “este momento”, uma vez que traz grande utilidade na vida de pessoas que sempre estão presas a um passado que dificilmente voltará ou a um futuro que não sabemos se chegará.



REFERÊNCIAS
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. 4. Ed. São Paulo: Ática, 2000.
Disponível em: < http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=945> Acessado em 30 de Nov. De 2012.


                                 

domingo, 22 de novembro de 2009

Vídeo sobre vícios de linguagem

Entrevista feita com o administrador de uma loja de materiais de construção , nele nós falamos sobre os diversos tipos de comunicação e alguns níveis de linguagem .