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quinta-feira, 18 de julho de 2013

O poder Chinês (Economia chinesa)

         


ABERTURA POLÍTICO-ECONÔMICA CHINESA

De acordo com Valadão e Silva , é em 1979 que ocorre a abertura político-econômica da China. Sukup (2002) comenta que com a essa abertura, a China teve destaque na modernização e economia globalizada, desde a chegada do governante chinês Deng Xiaoping, dois anos após a morte de Mao Tse Tung, a economia chinesa abriu-se rapidamente e mostrou uma das maiores taxas de crescimento do mundo. Porém, é importante salientar, que a China já tinha muitas experiências em mudanças radicais, durante o século XX, passou por mais revoluções que qualquer outro país. Uma das maiores preocupações salientadas no testamento de Deng, é o futuro dos grupos étnicos minoritários que representam, pouco mais de 5% da população total da China.
Na década de 1990, segundo Medeiros (2006), é que ocorre uma incrível expansão de exportações e investimentos privados. Na mesma época, para Valadão e Silva , ocorre a elevação do PIB. Essa elevação do Produto Interno Bruto chinês foi possível graças à inserção da economia chinesa no comércio internacional, que se deu devido à especialização e o desenvolvimento tecnológico. .
Em 1997, no entanto, acontece o declínio das exportações e do PIB da China, ocorrido em consequência da Crise Asiática, que desvalorizou a moeda e os preços dos ativos nos mercados acionários do continente. Para conter tal situação, de acordo com Medeiros (2006), a China acelera os gastos públicos, investindo em tecnologia e infraestrutura, e relaxa o crédito dos bancos públicos. De acordo com Almeida (2009), a china possuía um PIB equivalente a quase um terço do PIB mundial até o fim do século XVIII, ela regrediu a menos de 5% do PIB global nos anos 1960, recuperando alguma parte da perda, só nos anos 2000.
Essa tão mencionada abertura político-econômica reflete diretamente no processo de globalização que, segundo Sekup (2002), tem dado à China um papel de destaque no mundo do século XXI. Nesse âmbito, não é possível prever como a China será no dia de amanhã, mas dado o seu peso demográfico, econômico e político, não restam dúvidas que a China será essencial no cenário mundial do século XXI. Antes o posto era do Japão, hoje em dia a china se sobressai cada vez mais como locomotiva econômica regional.
Setup (2002) afirma que alguns observadores salientam que o nível de vida do chinês melhorou consideravelmente, especialmente entre os agricultores, tudo é abundante para à massa camponesa.
Outra informação interessante trazida pelo autor, é que o grande desenvolvimento chinês não pode ser esquecido como referência aos “tigres”, pois dois deles são chineses. Porém, a China também tem seus lados ruins, como por exemplo, o fato de ser um país que bate o recorde mundial em matéria de pena de morte e seu sistema jurídico-policial está longe das normas democráticas.



      REFORMAS ECONÔMICAS

Ribeiro (2008) sinaliza que a mudança da situação econômica da China se dá em virtude das reformas econômicas na agricultura e no setor industrial.
Medeiros (1999, apud RIBEIRO, 2008, p. 98) afirma que a “autorização, concedida pelo estado chinês já em 1979, de que parte do excedente agrícola pudesse ser comercializado livremente (...) pelos produtores/ camponeses”, foi de grande importância para os resultados da reforma agrícola.
As terras eram propriedade do Estado, que as “emprestava” à cooperativas de famílias e famílias individuais, em troca da venda de parte da produção para ele.
De acordo com Ribeiro (2008), essa mudança estimulou os camponeses, que passaram a produzir mais. Para se ter uma ideia, antes da reforma, em 1977, a produção de grãos e carne eram de 300 e 100 kg, respectivamente, já em 1984 esses números saltaram para 400 e 200 Kg, respectivamente.
Outro motivo que, segundo Ribeiro (2008), colaborou para a mudança no cenário agrícola relaciona-se às grandes obras hidráulicas, que aumentaram a parte irrigada do país, além da implantação de grandes empresas industriais estatais produtoras de insumos modernos para a agricultura, que atenderam às demandas das famílias chinesas.
Esse cenário, para Ribeiro (2008, p. 99), favoreceu o “aumento na renda do camponês e a expansão do mercado de bens de consumo”.
As reformas no setor industrial, comenta Ribeiro (2008), referem-se à mudança do monopólio do Estado, presente no período de Mao Tse Tung e a atenção que o governo deu à atração dos investimentos estrangeiros e o estímulo às exportações, através, principalmente, das Zonas Econômicas Especiais (ZEEs).
O Estado passou a apoiar as empresas coletivas e privadas, no intuito de possibilitar o estímulo da produção industrial. Foi estabelecido que as empresas poderiam ter metade do lucro, após a dedução dos custos, cedendo a outra metade para o Estado. Anteriormente, o lucro era somente do Estado.
O reflexo disso foi o aumento da participação das empresas coletivas no produto industrial, de 9% em 1978, para 28% em 1996. Houve também o aumento das privadas e estrangeiras e a redução das estatais, de 77% em 1978, para 38% em 1996.
Outro progresso foi a separação entre o orçamento das empresas e o orçamento fiscal do governo.
Ribeiro (2008) enfatiza que a capacidade de atração das empresas estrangeiras foi possível, devido à estratégia de criação das Zonas Econômicas Especiais. As ZEEs nada mais são do que ambientes que se utilizam de medidas/políticas distintas de comércio, de modo estratégico, na intenção de atrair investimentos.
As ZEEs foram criadas a partir de 1979 e têm como características: prática de preços livres; dependência do capital estrangeiro; captação de investimentos externos etc.
Quanto aos benefícios concedidos pelo governo aos investidores, segundo Ribeiro (2008), tem-se: preferências fiscais (IR mais baixo para empresas); isenção de impostos sobre o uso da terra para: institutos científicos, empreendimentos tecnológicos e sobre importações de matérias-primas, peças e equipamentos; isenções de impostos de exportação; autonomia administrativa (contratação/demissão de funcionários); concessão de créditos pelo Banco da China etc. Tais benefícios foram cruciais para o favorecimento das exportações e dos Investimentos Diretos Estrangeiros.
Há também o outro lado de toda a estratégia e o investimento nessas reformas, é a desigualdade econômica e social, de acordo com Ribeiro (2008).
Os investimentos Diretos Estrangeiros concentram-se, em sua maioria,  em algumas províncias. “A desigualdade na distribuição de IDEs também é percebida quando se analisam os resultados entre as províncias, relativamente ao investimento do governo, às exportações e ao próprio crescimento econômico” (RIBEIRO, 2008, p. 107).



             PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (P&D)

Nonnenberg (2010) traz a informação de que cada vez mais a China vem investindo em P&D, o que impulsiona o crescimento do país, além de incentivar a especialização em ciências e tecnologias. Com isso, a China investe em educação, devido à necessidade crescente de ter profissionais qualificados e que consigam realizar atividades focadas no crescimento, desenvolvimento e aperfeiçoamento das tecnologias, e ao mesmo tempo se torna exportadora dessas tecnologias.
O autor ainda traz uma informação interessante: a China gasta com P&D apesar de não estar entre os países com maior percentual de alfabetizados.
Desse modo, é importante perceber que a China, mesmo vivendo uma “dupla realidade”, ou seja, de um lado o grande desenvolvimento político, econômico e tecnológico e de outro a precariedade no que tange à educação de base, procura a melhoria constante de seus indicadores, utilizando estratégias planejadas cuidadosamente.


            POUPANÇA E INVESTIMENTO

De acordo com Nonnenberg (2010), a china possui taxas de poupança elevadas. Isso se deve aos menores gastos com educação, saúde e previdência. O autor afirma que ocorre um grande incentivo à poupança, que pode favorecer um consumo futuro.
No que diz respeito à poupança das empresas, o autor comenta que desde 2002 ocorreu uma elevação nesse âmbito. Abaixo seguem algumas causas, segundo ele, que corroboraram para tal acontecimento:
1)           Aumento da lucratividade das empresas;
2)           Política de distribuição de dividendos
- O Estado (acionista majoritário da maioria das empresas) não os recebe e os acionistas privados recebem poucos.
3)           Acumulação de capital
- Estimulou a retenção de parcela dos lucros, possibilitando om maior crescimento econômico.
Advindos principalmente das empresas, segundo Nonnenberg (2010), os investimentos são limitados em virtude do retorno esperado de novos projetos.
O autor afirma que para não haver a redução do retorno de novos investimentos, impactando o processo de crescimento, é preciso que o aumento da capacidade de produção chinesa seja acompanhado pela expansão do consumo.



             ALGUMAS CAUSAS DO CRESCIMENTO CHINÊS

·                    Liberalização do sistema de formação de preços
- O governo central fixava a produção com o preço já determinado, o que restava poderia ser negociado livremente.
·                    Criação das Zonas Econômicas Especiais (ZEEs)
-  Região geográfica de um país que possibilita o incentivo ao desenvolvimento econômico da região e a atração de investimentos.
·                    Mão-de-obra rural
- Grande contingente, baixos salários, crescente demanda por trabalho.
·                    Ausência de proteção à propriedade intelectual
- Apropriação ilegal do conhecimento advindo do exterior, para a produção, por conta própria, de produtos semelhantes, por preços mais baixos.
·                    Favorecimento de economias de escala, devido ao tamanho da população
Produz:
83 milhões de televisores/ano
     420 milhões de toneladas de aço bruto
     1,2 bilhão de toneladas de cimento
·                    Incentivo à inovação, transferência e geração de ciência e tecnologia
- Possibilitou a atração de investidores e o aumento nas exportações.


       RATING DA CHINA

A agência de classificação de risco Moody's afirmou o rating dos títulos do governo da China em "Aa3", mas cortou a perspectiva de positiva para estável, a segunda revisão pessimista feita por uma agência de classificação internacional neste mês (AGÊNCIA REBAIXA...2013).

O Rating de crédito de longo prazo da china havia passado  de AA- para A+, ou seja, passou de uma qualidade de crédito muito alta, capacidade muito forte de honrar seus compromissos financeiros e risco de crédito bastante baixo, para qualidade de crédito alta, capacidade forte de honrar seus compromissos financeiros, mas é um pouco mais suscetível às condições econômicas e situações econômicas adversas do que os ratings anteriores. Tudo isso devido às preocupações com o aumento do risco mediante os empréstimos excessivos do governo.
O novo rating da china de Aa3 é devido aos fundamentos de crédito firmado pelo elevado crescimento econômico, e as fortes finanças do governo. Porém é necessário que haja novas reformas a fim de evitar o aumento do risco. Toda via, os ativos externos da China ultrapassam sua responsabilidade financeira  em US$ 1,8 trilhões.



     CURIOSIDADES

Medeiros (2006)

·                    A construção civil é alvo de grande investimento;
·                    A taxa de urbanização cresceu nos últimos 30 anos, 38% a.a.;
·                    Entre 2000 e 2003, os EUA importaram da China 50% a mais.

Nonnenberg (2010)

·                    Crescimento da importação de combustíveis;
- Déficit de fontes de energia, principalmente o petróleo.
·                    Crescimento da importação de minerais;
- Demanda superior à oferta (apesar de ser o maior produtor mundial de minério de ferro).
·                    Aumento dos gastos em investimento;
·                    Incentivo à P&D – Inovação
·                    Ampliação de gastos militares (10% do seu orçamento), aumentando gradativamente sua participação na economia mundial, e ocasionando, consequentemente, o crescimento de possíveis conflitos.

Sukup (2002)

·         A participação da China nas exportações mundiais de produtos de manufatura aumentou de 0,8 para 3,6% entre 1985 e 1995.



            CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como foi visto anteriormente, a partir de 1979 a China realiza sua abertura político-econômica, o que possibilitou a expansão das exportações e dos investimentos, no longo prazo, fazendo com que pudesse acompanhar uma economia mundial cada vez mais globalizada.
Muitas das melhorias no cenário chinês se dão em virtude das reformas econômicas na agricultura, que foi importante para estimular a produção, e no setor industrial, que possibilitou a atração dos investimentos estrangeiros e estimulou às exportações.
A criação das ZEEs, o crescimento da mão-de-obra rural, a negociação livre de preços, o incentivo à inovação etc., são apontados como causas do crescimento do país. Nesse novo cenário, é possível perceber que a China vem tentando alcançar a modernização e a inserção na economia mundial.
Acerca da avaliação e classificação dos riscos dos ativos chineses, é possível afirmar que o país possui qualidade alta de crédito, capacidade boa de honrar seus compromissos e é mais suscetível às condições e situações econômicas adversas do que os ratings anteriores. Portanto, é um país relativamente seguro de se aplicar.
Observou-se, também, que o grande crescimento e desenvolvimento econômico chinês, é acompanhado por uma grande desigualdade econômica e social, justamente por conta dos investimentos serem realizados visando à ascensão de algumas províncias (por questões de localização geográfica). Outro ponto negativo é o recorde de penas de morte e a falta de democracia no âmbito jurídico-policial no país.


Referências

AGÊNCIA REBAIXA avaliação da China com dados mais fracos de crescimento. UOL Economia, São Paulo, Abr. 2013. Disponível em: < http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/04/16/agencia-rebaixa-avaliacao-da-china-com-dados-mais-fracos-de-crescimento.htm> Acesso em: 11 de maio de 2013.
MEDEIROS, Carlos Aguiar de. A China como um duplo pólo na economia mundial e a recentralização da economia asiática. Rev. Econ. Polit. [online]. 2006, vol.26, n.3, pp. 381-400. ISSN 0101-3157. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rep/v26n3/a04v26n3.pdf>. Acesso em: 08 de maio de 2013.
NONNENBERG, Marcelo José Braga. China: estabilidade e crescimento econômico. Rev. Econ. Polit. [online]. 2010, vol.30, n.2, pp. 201-218. ISSN 0101-3157. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rep/v30n2/02.pdf>. Acesso em: 08 de maio de 2013.
RIBEIRO, Valéria Lopes. A china e a economia mundial: uma abordagem sobre a ascensão chinesa na segunda metade do século XX. Florianópolis, 2008. Disponível em:<http://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/91791/259763.pdf?sequence=1>. Acesso em: 09 de maio de 2013

SUKUP, Viktor. A China frente à globalização: desafios e oportunidades. Rev. bras. polít. int. [online]. 2002, vol.45, n.2, pp. 82-113. ISSN 0034-7329. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v45n2/a05v45n2.pdf>. Acesso em: 10 de maio de 2013.


VALADÃO, Marcos Aurélio Pereira; SILVA, Lauriana Magalhães. Economia chinesa: evolução e tendências. [S.l.], [20--?]. Revista do Mestrado em Direito. Disponível em:<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/viewFile/2561/1554>. Acesso em: 11 de maio de 2013.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BANCO CENTRAL E COPOM

INTRODUÇÃO

Este trabalho é uma pesquisa acadêmica, sobre o Banco Central e o Copom. Tem por principal objetivo ampliar nosso conhecimento em relação a historia, formação, objetivos, funções e atuação do Banco Central e do COPOM no Sistema Financeiro Brasileiro. O trabalho foi formulado com base em livro e em sites, visando um melhor entendimento sobre o assunto abordado.

1. BANCO CENTRAL (Histórico)

O Banco Central foi criado em 31 de dezembro de 1964, com a publicação da Lei N° 4.595. O Banco Central é uma autarquia do Sistema Financeiro Nacional, e antes de ser criado, quem desempenhava o papel de autoridade monetária era a Superintendência da Moeda e do Crédito – SUMOC (Banco do Brasil e Tesouro Nacional), que fixava os percentuais de reservas obrigatórias dos Bancos Comerciais, as taxas de redescontos e da assistência financeira da liquidez (Juros sobre depósitos bancários), além de supervisionar a atuação dos Bancos Comerciais e orientar as políticas cambiais.

Após a criação do Banco Central do Brasil, que passou a desempenhar a função de “Banco dos Bancos”. Em 1985, passaram por mudanças, como a separação das contas e de funções do Banco Central do Brasil e Tesouro Nacional. Já em 1986, a conta movimento e o fornecimento de recursos do Banco Central do Brasil foram extintas e passaram a ser classificadas separadamente nas duas instituições, eliminando os fatores (suprimentos) que prejudicavam a atuação do Banco Central. Esse processo de reordenação foi até 1988, e nesse período as funções de autoridade monetária passaram do Banco do Brasil para o Central, e as funções do Banco Central foram transferidas para o Tesouro Nacional.

1.1 FORMAÇÃO

O Banco Central tem uma complexa formação, que está dividida em áreas de atuação dos diretores e de acordo com as principais mudanças estruturais.

Divisão pela área de atuação: Presidente, Diretores, Administração (DIRAD), Política Monetária (DIPOM), Área Externa, Câmbio e Assuntos Internacionais (DIREX), Dívida Externa (DIVEX), Dívida Pública e Mercado Aberto (DIDIP), Fiscalização (DIFIS), Mercado de Capitais (DIMEC), Normas e Organização do Sistema Financeiro (DINOR), Política Econômica (DIPEC), Assuntos de Reestruturação do Sistema Financeiro Estadual e das Dívidas dos Municípios (DIREM), Finanças Públicas e Regimes Especiais (DIFIP), Liquidações e Desestatização (DILID), Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural (DILID) e Estudos Especiais (DIESP).

Divisão de acordo com as mudanças estruturais a partir de 1965: Presidente, Diretores, Diretoria de Administração (DIRAD), Diretoria da Área Bancária (DIBAN), Diretoria de Política Monetária (DIPOM), Diretoria da Área Externa e Diretoria de Câmbio e Assuntos Internacionais (DIREX), Diretoria para Assuntos da Dívida Externa (DIVEX), Diretoria de Crédito Rural e Industrial (DICRI), Diretoria da Dívida Pública e Diretoria da Dívida Pública e Mercado Aberto (DIDIP) e Diretoria de Fiscalização (DIFIS), Diretoria de Mercado de Capitais (DIMEC), Diretoria de Normas e Organização do Sistema Financeiro (DINOR).

Sendo que a partir de 1992, a formação do Banco Central ficou com as seguintes diretorias: DIRAD, DIREX, DIFIS, DINOR, DIPOM, DIPEC, DIREM, DIFIP, DILID e DIESP, as quais foram explicitadas acima. O Copom (Comitê de Política Monetária) por sua vez, é formado por membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil onde se tem: O Presidente e os Diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidação e Desestatização e Administração.

1.2 OBJETIVOS

O principal objetivo do Banco Central é assegurar que as metas de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional serão cumpridas. Certificar-se da solidez, regulação do funcionamento do Sistema Financeiro Nacional, promover a eficiência do mesmo e a inclusão financeira da população; Adequar o suprimento de numerário às necessidades da sociedade; Aprimorar o marco regulatório para o cumprimento da missão institucional; Promover melhorias na comunicação e no relacionamento com os públicos interno e externo; Aprimorar a governança, a estrutura e gestão da Instituição; Fortalecer a inserção internacional da Instituição.

1.3 FUNÇÕES

Regularmente um BACEN (Banco Central) executa as seguintes funções:

Executa a Política Monetária e cambial, pois ele insere e retira moeda do mercado e regulariza a taxa de juros, realiza assessoramento ao governo; É o banco dos bancos, pois ele realiza empréstimos a outros órgãos do sistema financeiro para não haver falência em determinados casos; Realiza um sistema de monopólio de emissão, que é a exclusividade ou delegação da emissão de papel moeda; É o supervisor do sistema financeiro e banqueiro do governo, pois ele guarda determinadas reservas em ouro ou de moedas internacionais para os governos.

1.4 ATUAÇÃO NO SISTEMA FINANCEIRO BRASILEIRO

O Banco Central, BACEN, regula e fiscaliza as atividades das instituições financeiras, e compõe o Conselho Monetário Nacional, CMN, que é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. Desta forma, torna a sua atuação no ambiente financeiro imprescindível, de maneira que nenhum outro órgão possui capacidade de desempenhar as suas funções.

2. COPOM (Histórico)

O COPOM (Comitê de Política Monetária) foi fundado em 20 de Junho de 1996, para definir os caminhos da política monetária e estabelecer a taxa de juros. O intuito foi de mostrar transparência no processo decisório.

Desde 1996, as regras do COPOM passaram a sofrer diversas mudanças em relação a seus objetivos, freqüência das reuniões, sua composição, atribuições e interesses, visando o aperfeiçoamento de seu processo decisório. As reuniões são feitas dois dias na semana, as terças e quartas, em 2000 eram feitas reuniões mensais, a partir de 2006 o numero foi reduzido para oito reuniões ao ano.

No primeiro dia de reunião os gerentes-executivos e chefes de departamentos mostram uma análise da conjuntura da inflação, nível de atividades, evolução dos agregados monetários, finanças públicas, balanço de pagamentos, economia internacional, mercado de câmbio, reservas internacionais, mercado monetário, operação de mercado aberto, avaliação prospectiva das tendências da inflação e expectativas gerais para variáveis macroeconômicas. No segundo dia de reunião, somente os membros do comitê e chefes de Deped participam, porém não tem direito a votos. Após serem analisadas as projeções atualizadas para a inflação, os diretores de política monetária e de política econômica mostram alternativas para a taxa de juros de curto prazo. Ao final de cada trimestre, o COPOM publica o relatório da inflação.

2.1 FORMAÇÃO

O Copom (Comitê de Política Monetária) é formado por membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil onde se tem: O Presidente e os Diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidação e Desestatização e Administração.

2.2 OBJETIVOS

O principal objetivo do Copom é o de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a meta para a taxa básica de juros no Brasil. A partir dessa definição, cabe ao BCB, por meio de operações de mercado aberto, buscar manter a taxa Selic diária próxima a essa meta. A meta de inflação de cada ano, por sua vez, é estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) com dois anos de antecedência, sempre no mês de junho. Se, em um determinado ano, a inflação ultrapassar a meta estabelecida pelo CMN, o Presidente do BCB deverá encaminhar carta aberta ao Ministro da Fazenda explicando as razões do não cumprimento da meta, bem como as medidas necessárias para trazer a inflação de volta à trajetória predefinida e o tempo esperado para que essas medidas surtam efeito.

2.3 FUNÇÕES

Formalmente as funções que são definidas pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) é definir as bases da Política Monetária, e outra função que predomina nesse órgão e a definição da taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia).

Toda vez que o órgão COPOM realiza reuniões, que tem por finalidade discutir a taxa base de juros, a taxa tende a aumentar ou a diminuir, a depender do desfecho da reunião.

2.4 ATUAÇÃO NO SISTEMA FINANCEIRO BRASIL

O COPOM, órgão pertencente ao Banco Central, atua no sistema financeiro com o intuito de definir e controlar a taxa de juros referencial da economia, ou seja, a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC).

Em uma análise minuciosa, percebe-se que o COPOM funciona como uma célula do BACEN, sendo suas decisões “uma ponte” para alcançar os objetivos deste.

CONCLUSÃO

Com base nos assuntos expostos, fica evidente que tanto o Banco Central como o COPOM são fundamentais para o equilíbrio, controle e sobrevivência do sistema financeiro nacional, pois é através deles que a moeda circula do mercado com os riscos controlados e com a taxa de juros equilibrada.

Pode-se perceber também a importância desses dois órgãos através de que o BACEN tem por responsabilidade emitir a moeda que circula no nosso país e de fiscalizar os órgãos financeiros nacionais que é de suma importância para a funcionalidade de um sistema financeiro, já o outro que é o COPOM fica responsável por controlar a taxa de juros que circula no mercado, e é através desse órgão que essas taxas variam podendo ser aumentadas ou reduzidas a depender da circunstância.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Disponível em: < http://www.bcb.gov.br/?HISTORIABC> Acesso em: 14 Nov, 2011, às 20h46min.

Disponível em: http://www.bcb.gov.br/?COPOMHIST > Acesso em: 14 Nov, 2011, às 19h24min.

Disponível em: < htttp://www.bcb.gov.br/pre/historia/comp_historica_bcb_estrutura.pdf > Acesso em 13 Nov, 2011, às 12h00min.

Disponível em: < www.bcb.gov.br/?copomhist> Acesso em: 11 Nov, 2011, às 16h00min.

Disponível em: < http://www.conexaoitajuba.com.br/itajuba/Pagina.do?idSecao=132&idNoticia=1865 > Acesso em: 14 Nov, 2011, às 14h20min.