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quinta-feira, 3 de junho de 2010

A organização como fluxo de Transformação


O trabalho tem como objetivo apresentar as quatro lógicas da mudança (1- Autopoiese, 2- Caos e Complexidade. 3- Casualidade Mutua e 4- Lógicas da Mudança Dialética). Que mostra as estreitas relações entre organização e o ambiente.
Morgan compara a organização como fluxo e transformação porque são constituídas por processos, mudanças e fluxos. Sendo assim qualquer mudança que influencie diretamente nas organizações afetaria o ambiente, ou seja, qualquer reforço positivo ou negativo pode provocar transformações nas organizações.
Assim a Autopoiese possibilita ver e gerenciar a mudança através de como nos vemos e como nos relacionamos com o ambiente.
Caos e Complexidade as organizações e suas relações com o ambiente fazem parte de um padrão de atração.
A Casualidade Mutua nos faz entender os padrões, fatores de atração e as mudanças que ocorrem através dos circuitos de feedback positivo e negativo.
Analise Dialética nos faz compreender os paradoxos e as tensões que cria, quando um sistema tenta abrir caminho em determinada direção.
Percebemos assim que nada na organização é estático, tudo muda, nesse sentido é possível ver a organização com fluxo e transformação que ganha estabilidade ao longo do tempo, mas continua em mudança. As organizações aprendem com os erros e lançam- se para novos horizontes, ou seja, uma visão mais ampla para as tomadas de decisões.
De acordo com alguns dos principais pesquisadores, as teorias do caos e da complexidade são sistemas complexos e não lineares, são caracterizados por múltiplos sistemas de interação, que são ao mesmo tempo ordenados e caóticos. Estudam as características dos sistemas não-adaptativos e adaptativos. Perturbações aleatórias podem produzir eventos imprevisíveis no ambiente organizacional, criando assim novos padrões de mudanças. Dessa forma pode perceber-se que as ações organizacionais podem provocar uma serie de transformações positivas ou negativas nos ambientes nos quais se encontram e o mesmo pode ocorrer em fluxo inverso.
Sistemas simples podem apresentar comportamento complexo. Sistemas complexos podem dar origem a comportamentos simples. As relações de causa e efeito não são proporcionais e nem imediatas. A saída gerada por um ciclo do sistema pode ser interativa, pode alimentar o ciclo seguinte.
A natureza esta repleta de sistemas complexos que se auto-organizam até atingir um estado de aparente estabilidade. Especialistas acreditam que, nas condições turbulentas do mercado atual, as empresas precisam funcionar de modo semelhante.
Os estudos da termodinâmica deram um grande impulso à teoria do caos. Ilya Prigogine (1917 – 2003), um cientista estudioso da termodinâmica diz que “ordem e organização podem surgir de modo espontâneo da desordem e do caos, produzindo novas estruturas, por meio de um processo de auto-organização”.
“As teorias da autopeiese, do caos e da complexidade encoraja-nos a entender como a mudança se desdobra por meio de padrões circulares de interação e como as organizações evoluem ou desaparecem com a mudança que ocorrem no contexto mais amplo.”
Morgan, GAREHT, (2010) p. 274


Através dos argumentos de que a organização é vista como sistema fechado, tais como os organismos, Morgan caracteriza três aspectos principais: Autonomia, Circularidade e auto-referencia, aspectos esses denominados por Maturana e Varela como autopoiese. Diante desses aspectos fica claro que as organizações estão abertas às mudanças do ambiente em que está inserida, porem devem manter um sistema fechado para se assegurar da capacidade que ela tem para reagir às mudanças externas.
Desse modo veremos as mudanças como circuitos em vez de linhas, melhor explicando, não existe causa para uma determinada mudança, mas vários fatores, ou seja, a causa da mudança A pode ser B, como a causa da mudança B pode ser A. Um ponto interessante para essa teoria é a evolução via feedback positivo e feedback negativo, que é influenciador direto no circuito,ou seja,um feedback positivo influencia para um negativo e vice-versa.
Muitos sistemas sofrem problemas pela demora entre feedback e resposta, mas em outras situações, a demora para uma providência pode ser a melhor resposta para o problema ser solucionado, pois ele pode desaparecer.
Alguns sistemas são impedidos de se desenvolver por causa de obstáculos no feedback. Como é o caso do desenvolvimento de habilidades de um time de futebol, que ao passar por problemas entre a equipe, chega a uma situação de declínio. A única solução desse problema é a remoção do obstáculo.
Em outros sistemas, o feedback leva o sistema a um estado destrutivo, prejudicando no desenvolvimento da organização. Por exemplo, os membros da equipe podem ser tão competitivos que prejudicam uns os outros, ao tentar se superarem. A estratégia principal para a resolução do problema é modificar o sistema a criar meios em que todos ganhem igualmente.
A análise dos sistemas é de suma importância na organização:
 Pois mostra o grande efeito que causa pequenas mudanças nas organizações;
 Ajuda-nos a tratar de problemas organizacionais e sociais, levando em conta a “sabedoria sistêmica” e nos encorajando a mudar de opiniões para melhoria de todo sistema.

O método marxista é um método dialético que enfoca o modo como a interação de opostos alimenta a mudança social e como todas as sociedades têm uma tendência a se transformar e, em certos sentidos, se autodestruir devido a contradições internas que não podem ser contidas. Na opinião de muitos comentaristas sociais, a sociedade ocidental, apesar das vitórias políticas e ideológicas sobre o comunismo do leste, está hoje nessa posição. Ela esta sendo transformadas pelas contradições sociais e econômicas que acabarão lançados as bases para o surgimento de um tipo completamente de sociedade.
Observamos que Marx idealizou, que nada no universo é estático tudo muda nesse sentido, é possível ver a organização como fluxo e transformação
Evolução via auto-reprodução
Evolução via Feedback positivo e negativo
Evolução através de crises e contradições

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PERFIL DE PAULO GUEDES



Paulo Guedes, nascido em Santo Amaro da Purificação- Recôncavo baiano- BA em 1949. Doutorado em Administração pública pela escola de Administração da UFBA- Universidade Federal da Bahia, além de outros cursos como Sociologia econômica dentro das organizações na Universidade Técnica de Lisboa no Instituto Periódico de Economia e Gestão. Autor do livro: Machado de Assis - Administração Pública Brasileira, publicado pelo Senado Federal.
Começou como analista de sistema na universidade. Participou do Governo Estadual de Coordenações na área de modernização de informática, consultor de empresas, foi vice- presidente no ano de 88-89 do CRA (Conselho Regional de Administração) e Presidente do no ano seguinte 90-91, através de contexto político, pois o CRA na época era uma entidade que não tinha nenhum incentivo político, no sentido da defesa da profissão, da especificação da sociedade, de questões que deveriam ser explicitadas, pois tinham a ver com o campo da administração e um grupo de formados em administração nos anos 70 que já tinham militância políticas tinha como perspectiva dar sua contribuição e professor da UFBA desde os anos 92 Convidado para participar do Corpo Docente por Osório Reis – 1° Presidente do CRA, a fazer parte do grupo de pós- graduação que estava sendo criada na escola em 81-82. Ocupando vários cargos de extensões, atualmente além de professor é chefe do departamento de finanças e política publica.
Segundo Paulo Guedes, é muito difícil avaliar a formação de novos administradores, pois só na região metropolitana tem mais de 55 cursos cada um com sua especialização e o mercado não consegue absorver tudo, pela nossa economia e outros fatores. Com o avanço da tecnologia houve um impacto muito grande na área aplicada e até mesmo na teórica, mais há um posicionamento em algumas escolas em relação a mudanças no olhar no campo da administração, ou seja, não ficar só na idéia das possibilidades no mercado e sim um olhar mais amplo, completo da administração com abordagem antropológica, critica e outra abordagem que na verdade dá um conjunto no que talvez venha ensinar o que é ser administração. Dos revolucionários autores da administração, Guedes, citaria Taylor, apesar de muitos acharem ele mecanicista é porque desconhecem o que aconteciam na época dele, como funcionavam as indústrias- ele foi um revolucionário. Tem o Fayol, etc.
A ética é fundamental para um administrador, ou melhor, deveria ser universal para todas as pessoas, porque nos dias atuais é deixado para segundo plano junto com a moral e o profissionalismo. É importante ter controle emocional no ambiente de trabalho, para evitar problemas, Por outro lado, existe o conflito e é bom porque, todo processo dialético gera uma visão contraria.
E não só ficar dentro da leitura, aquela coisa hierarquizada, muito segmentada é muito mais interresante aplicar um olhar como um todo, ter uma visão mais ampla, afinal de contas hoje existe muita tecnologia, por exemplo, existem muito conteúdos em livros, revistas e até mesmo na internet, que estão disponibilizados a maior parte em inglês, porém para ler e entender algo tem que ter no mínimo o conhecimento básico em inglês, Frances, espanhol.
Na visão de Paulo Guedes, a globalização interfere em alguns setores, como o financeiro e tecnológico. Porém na área sindical não houve interferência. Por exemplo, a Ford é instalada aqui na Bahia e a partir do momento que ela não é mais rentável, se retira.
Em relação às multinacionais, a Bahia é "pobre", pois das empresas que tínhamos só nos resta a ODEBRECH, a maiorias se concentra em São Paulo.