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terça-feira, 21 de junho de 2011

RELAÇÃO ENTRE MITO E COTIDIANO


Segundo CHAUI, mito é uma narrativa sobre a origem de alguma coisa, ou seja, a explicação de como alguma coisa surgiu. O mito também é tido como uma forma de comunicação humana, e é relacionado à linguagem e a vida cotidiana, sendo que cada comunidade cria seus próprios mitos.
Nos dias hodiernos, utilizamos o mito para que através das coisas do passado, possa entender o presente. O mito proporciona ao homem moderno, o cotidiano que não havia no homem primitivo.O mito resgatado do homem moderno, não é tão próximo da realidade como se mostrava no home primitivo, ou seja, há uma fuga da realidade,a exemplo disso temos os super-heróis de desenhos animados e filmes, que assumem o papel de defensores do bem e da justiça,fazendo-se protetores de nossa imaginação. O mito é forte influenciador da sociedade e de seu cotidiano, pois é inconsciente coletivo de um povo, encarnando valores coletivos almejados por uma sociedade. Outro exemplo forte da importância do mito no cotidiano, são os textos bíblicos, com valores seguidos por muitos no seu cotidiano.
 A pesar das grandes diferenças educacionais e culturais que separam a sociedade, não se pode ignorar o ponto de encontro existente entre elas, pois a educação constrói um caminho cultural no sentido de valores, atitudes, normas, representações e linguagem, cuja função é reproduzir o sistema social.
Sob o ponto de vista pedagógico, onde houver interação entre sujeitos, haverá a reprodução do saber, neste contexto fica claro que a educação sofreu modificações no decorrer de seu processo histórico, ou seja, a educação não é um processo intocável que estagna, ela sofre efeitos ideológicos por estar fortemente ligada a ações políticas e sociais. Sendo assim, fica claro no filme as mudanças no processo histórico da educação.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13° Ed. São Paulo: Ática, 2006.
      OLIVEIRA, Manoel de. O filme falado. Portugal, 2003.     

SUJEITO CONSTRUTOR E CONSRUIDO PELA SOCIEDADE

1.     INTRODUÇÃO
Esta pesquisa acadêmica visa compreender de forma clara e objetiva como fazer com que o aluno se compreenda como sujeito construtor e construído pela sociedade.
A consciência psicológica ou o eu é formada por nossas vivências,  isto é, pela maneira como sentimos e compreendemos o que se passa em nosso corpo e no mundo que nos rodeia, assim como se passa em nosso interior. (CHAUI, 2006, P 130)
Neste sentido, é evidente que o convívio social é de suma importância para esse processo educativo, pois é através dele que o aluno vai se dotar de consciência psicologia, construindo assim o ser social que aprenderá uma série de normas e princípios religiosos, éticos e comportamentais, diminuindo assim o valor da capacidade individual e valorizando a capacidade da coletividade, fazendo com que o aluno conheça seus direitos e deveres, respeitando ao próximo.
 A presente pesquisa traz uma temática interessante e bastante pertinente para nós quantos cidadãos e profissionais em formação, pois nos faz refletir sobre o cotidiano com mais profundidade, fazendo assim com que o professor reflita sobre o seu papel na sociedade.


S  SUJEITO CONSTRUTOR E CONSTRUIDO PELA SOCIEDADE

Entende-se por sujeito construtor e construído pela sociedade, o individuo que não somente ajuda a construir e faz parte da sociedade, mas aquele que também é moldado por ela, se adaptando ao ambiente o qual faz parte.
Segundo CHARON, a principal idéia da sociologia é que os seres humanos são sociais, e tem a necessidade do convívio social, porém isso não significa que gostamos uns dos outros, mas nos adaptamos a situação, por outro lado, se não houvesse essa interação social, seriamos uma espécie de animal diferente da que somos. CHARON ainda relata que há seis requisitos importantes para a prática do ser social, são eles:
1.      A necessidade do outro para sobreviver:
Pois é preciso do outro para que nos alimente, nos proteja,nos ensine, der amor, afeto e carinho (mais forte quando bebês).
2.      Aprender com o outro como sobreviver:
Porque ao nascer, não sabemos como sobreviver, isso ainda não nos foi ensinado, e precisamos do outro para adquirir certa capacidade.
3.      Nascemos em uma sociedade:
Onde trabalhamos, estudamos e aprendemos, ou seja, vivemos em uma comunidade organizada que possui regras a qual devemos seguir.
4.      Qualidades humanas que dependem do convívio social:
A condição de seres humanos depende da vida social, sendo assim, nós só nos tornamos totalmente humanos em sociedade.
5.      Qualidades pessoais que dependem da interação com a sociedade:
É a interação que faz com que adquiramos certas qualidades como: valores, objetivos, idéias, princípios morais e emocionais.
6.      Seres humanos como atores sociais:
Tentamos nos comunicar, impressionar, influenciar e até manipular os outros, por isso somos atores sociais, o que fazemos é conseqüência do que as pessoas que nos rodeiam fazem.
Muito tempo atrás, Durkheim descreveu a sociedade como sendo composta de “fatos sociais”. Com isso queria nos dizer que a sociedade existe “lá fora (exteriormente às consciências sociais individuais), constitui uma força invisível, mas real que atua sobre todos nós, de um modo ou de outro. Hoje às vezes a denominamos “forças sociais” ou “padrões sociais”. (CHARON, 2002, p. 27)

Segundo Durkheim, criador da sociologia da educação, a principal função do professor é formar cidadãos capazes de contribuir para o convívio social. Sendo assim a sociedade seria beneficiada com o processo educativo, pois através dele há uma melhoria no desenvolvimento do aluno e conseqüentemente da sociedade em que a escola está inserida. Afirma ainda que o homem é bem mais do que formador da sociedade, é um produto dela, ou seja, sujeito construído pela sociedade. Durkheim acreditava que a ordem social, seria uma preocupação constante, nunca deixaríamos de nos preocupar com as questões sociais. Conte, afirmava que a sociedade precisava de uma reforma, uma mudança que fizesse com que o progresso constituísse um resultado que fosse regular e sem pressa.
Diante das constatações e afirmações, nota-se que a educação é imprescindível para que o aluno se compreenda como sujeito construtor e construído pela sociedade, pois através dela, o aluno vai perceber o que é ser social, ou seja, aprenderá que ser social não é só conviver em sociedade, mas respeitar as diferenças e cumprir com seus direitos e deveres, valorizando assim o direito dos outros, sabendo que seu direito só começa quando o do outro termina, e vive-versa.
A escola apresenta-se, hoje, como uma das mais importantes instituições sociais por fazer , assim como outras, a mediação entre o individuo e a sociedade. Ao transmitir a cultura e, com ela, modelos sociais de comportamento e valores morais, a escola permite que a criança “humanize-se”, cultive-se, socialize-se ou, numa palavra, eduque-se. (BOCK, 2008, p261)

A ação de educar exige muita dedicação e responsabilidade para que esse processo tenha êxito. A escola, junto com o professor, tem o papel de contribuir para a formação e exercício da cidadania, oferecendo assim aos alunos instruções e educação, aumentando a capacidade do individuo entender seus direitos e deveres para com a sociedade. Sendo assim, alunos, professores, família e a escola caminham de mãos dadas para o sucesso da sociedade.
 
1.     CONCLUSÃO
Na verdade, a escola, como instituição social, estabelece um vínculo ambíguo com a sociedade. É parte dela e, por isso, trabalha para ela, formando os indivíduos necessários a sua manutenção. (...) É preciso ter clareza desta ambigüidade da escola no trabalho educacional, pois esta ambigüidade ao mesmo tempo nos coloca a necessidade de estarmos presos a realidade social e de sermos criativos e inovadores. Está a brecha da escola transformadora. (BOCK,2006,p.267)
A abordagem do tema: Sujeito construtor e construído pela sociedade é de grande relevância para o nosso reflexo sobre as práticas sociais, pois se tornou claro o entendimento de que o educador tem a função de mediador na formação do aluno cidadão consciente, fazendo-o perceber que o convívio escolar é decisivo na aprendizagem e na pratica dos valores sociais, reconhecendo que ninguém nasce cidadão, mas o torna através da educação.


2.     REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BOCK, Ana Mercês Bahia ET AL. Psicologia: Uma introdução ao estudo de psicologia. 14° tiragem. São Paulo: Saraiva 2008.
CHARON, Joel M. Sociologia. 5° Ed. São Paulo: Saraiva 2002.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia. São Paulo: Brasiliense, 2006.
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13° Ed. São Paulo: Ática, 2006.











 

sábado, 14 de novembro de 2009

Racismo nas organizações






O que é racismo?
—A palavra racismo tem origem na junção de dois termos: raça e “ismo”, sendo raça a palavra mãe.
—Racismo = Raça + “ismo”
—Para percebermos o significado da palavra racismo temos de entender o que significa realmente a palavra raça.
—Raça é o grupo de indivíduos pertencentes a um tronco comum e que apresentam particularidades análogas entre os membros da mesma espécie.
—A palavra raça teve origem no latim, de ratio, que significa espécie.
—Assim, racismo, não é mais do que uma teoria que afirma a superioridade da raça X ou Y em relação às outras raças. Nesta teoria assenta a defesa do direito de dominar ou mesmo reprimir as raças consideradas inferiores.

Problematização
—No Brasil se encontra a segunda maior população negra no Brasil.
—A quantidade de negros em bons cargos, assim como nas universidades, é baixa.
—Segundo o IBGE o Brasil coloca-se em 63º posição no mundo.
—O negro tem dificuldades de se inserir no mercado de trabalho.
—O negro sempre oculpa as piores vagas.
—O racismo ainda é presente em nossa sociedade.
—Existe uma discriminação profissional para com o negro

O negro no mercado de trabalho
—A sociedade visa o negro como desqualificado e incapaz.
—O negro sofre com o desemprego.
—Na nossa sociedade o negro não tem mobilidade social.
—O negro sempre ocupa setores de menor status social.
—Por causa do preconceito o negro é obrigado a fazer sempre trabalhos domésticos e pesados.
—A cor no Brasil às vezes determina competência ou formação.
—O fator da escolaridade também exclui o negro do mercado de trabalho.
•O negro perde para o branco as vagas de maiores qualificações.
• O negro enfrenta a dificuldade de ingressar em uma instituição de ensino, interferindo assim na vida profissional.
• O negro sempre recebe salários inferiores ao do branco, mesmo quando ocupam o mesmo cargo ou função.

Nova perspectiva para a população
—O ministério do trabalho decidiu defender o negro no mercado de trabalho.
—Uma reunião entre o ministério do trabalho e a OIT para combater o preconceito reuniu representantes de ministérios; trabalhadores, empregadores, especialistas e Organizações Não – governamentais.
—Um programa de Cooperação Técnica foi criado após essa reunião.
—A ação se tornou efetiva com a realização do seminário Governamental para Multiplicadores em Questão de Gênero e Raça, ocorrido em 1996 .A ação procura medidas para declarar a igualdade
•O programa procura igualdade de oportunidades.
• Ele visa uma oportunidade democrática de inclusão em melhores vagas e em faculdades.
• O programa tem o objetivo de mudar as condições no mercado de trabalho, visa igualdade e principalmente fazer o negro ocupar bons cargos.
• Ações de tais grupos visam mudar a qualidade de vida dos negros.

Situação do negro quanto a educação
A discriminação racial na área educacional;
—Segundo o relatório do desenvolvimento humano,revela-se grande distancia dos setores brancos do país em relação aos negros na educação;
—18% dos negros tem possibilidade de ingressar na universidade;
—A possibilidade para os brancos é de 43%;
—As escolas que atendem as regiões onde a população negra é predominante encontra-se em defasagem.

Leis ante-racista
Em tramitação na câmara dos deputados,algumas propostas de cunho ante-racista,com objetivo de promover a igualdade.Com isso o racismo não será extinto,é preciso que ocorra uma mudança de consciência no seio da sociedade.

Considerações finais
—Cerca de 60% dos negros brasileiros estão na faixa de analfabetismo;
— Apenas 18% dos negros tem possibilidade de ingressar na universidade;
— A expectativa de vida dos negros é de apenas 59 anos (brancos 64 anos);
— A qualidade de vida do Brasil o leva a ocupar a 63ª posição mundial, separando só a população negra o Brasil passa a ocupar a 120ª posição;
—15,5% dos réus negros respondem em liberdade (brancos 27%);
—O negro é o primeiro a entrar no mercado de trabalho e o último a sair;A participação do negro em áreas "elitizadas" é ínfima;
— As mulheres negras ocupadas em atividades manuais representam 79,4% do total Apenas 60% das mulheres negras que trabalham são assalariadas;
—As condições de moradia dos negros são quatro vezes pior que a dos brancos;
— Dentre a população negra economicamente ativa apenas 6% está ocupada em atividades técnicas, científicas, artísticas, administrativas;
— Muitas mulheres negras saem do país como artistas e são recebidas como prostitutas;
—- As mulheres negras estão nas piores condições de vida do país.

Como agir em caso de racismo?
—Denuncie!
—Anote informações como data,horário e local da agressão,bem como os dados do agressor .
—Dirija-se a delegacia mais próxima,de preferência com testemunhas ou provas,para registrar a ocorrência.
—È muito importante buscar ajuda de instituição de direitos humanos ou do movimento negro que presta assistência psicológica e orientação jurídica nos casos de descriminação racial.

Lugares para denunciar
1.Bahia:
—- CEAFRO - Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero .
Tel.: (71) 3321-2580/0234 http://www.ceafro.ufba.br/main/default.asp
—- Escritório Garantia de Direitos da Juventude Negra de Salvador
(71) 3321-2580,ramal 26
escritoriodajuventudenegra@yahoo.com.br
—- Escritório Nacional Zumbi dos Palmares - Assistência e orientação jurídica para vítimas de discriminação racial (com triagem preliminar). Realiza estudos e iniciativas em torno de políticas públicas anti-raciais. Atendimento gratuito
Rua da Muraria - 96 - 1º andar Muraria - Nazaré
Tel.: 71-3321-4268 - 2ª a 6ª das 09:00 às 12:00h / 14:00 às 17:00h

Bibliografia
Hirano, Sedi; Fernandes, Florestan. Pesquisa social – projeto e planejamento. São Paulo, Editora T.A Queirós Ltda., 1980
Galache, G. Brasil – Processo e Integração / Estudos dos Problemas Brasileiros. 8º Edição, São Paulo, Loyola, 1977.
Marques, J.B. de Azevedo. Democracia, Violência e Direitos Humanos, 4º edição, São Paulo Editora Autores Associados, 1987.
Brasil, Jornal do Senado, Brasília, Jan/Jun.,1998.
Silva, Francisco de Assis. História do Brasil. 2º edição, São Paulo, vol. 2 Moderna, 1992
Jornal Ser Humano. São Paulo, AMG Comunicação, janeiro/1994
Fundação SEADE. “São Paulo em perspectiva”, vol. 02, Abril / junho de 1988
Sanches, Neuza “Cores do Brasil”. Veja São Paulo, 26 de março de 1997, pp. 130-132.
CEAP. Violência e Racismo, 1996, Internet.
Soares, Rosângela. “Tá na cara que o Brasil é racista”.
Alberto, Luiz. “Caminhando com coerência”. Jornal informativo do Gabinete. Brasília, fevereiro de 1998.
Arruda, Roldão. “Deus é negro”. O Estado de São Paulo. São Paulo, 23 de março de 1998.
• Brasília Lei 1.740 de 27 de outubro de 1997, Publicada no Diário Oficial do DF em 29 de outubro de 1997.
• Brasília. Projeto de Lei da Deputada Maria José – Maninha Nº 1.511, 1996.
Toledo, Roberto Pompeu de “À Sombra da Escravidão”. Veja, 15 de maio de 1996. pp.52-65.
Doc. Marcha Zumbi dos Palmares contra o racismo, pela cidadania e a vida. Brasília, 1986, Edt. Cultura, vários autores.
Silva, Martiniano J.. Racismo à Brasileira. Raízes históricas. Brasília Thesaurus Editora, 1987.
Santos, Joel Rufino. O que é Racismo. Brasília, editora Brasiliense, 1980


A importância do conhecimento humanístico para um administrador de sucesso


Hoje, a tarefa de administrar apresenta variável e situações incertas e desafiadoras. Vivemos em uma sociedade cada vez mais envolvida pela concorrência, em que a habilidade de criar continuamente o novo conhecimento transforma-se em fonte de competitividade na sociedade do conhecimento. As pessoas estão muito mais exigentes graças aos diversos recursos de informação e aprendizagem que possuem. Na sociedade do conhecimento, o real valor dos produtos está no conhecimento neles embutido, em que a economia adota uma estrutura mais diversa, alterando-se contínua e rapidamente. Por isso o grande desafio é acompanhar essas mudanças contínuas com perspicácia e competência. O administrador, que, além de uma formação técnico-científica, deve ter uma formação humanística, interdisciplinar e sistêmica, levando a aprendizagem para todos os níveis organizacionais, através de novas Tecnologias de Informação, introduzindo, portanto, uma nova concepção de administração nas organizações.
Na historia da humanidade, verifica-se que sempre existiu alguma forma de associação entre os homens para através do esforço conjunto, atingir objetivos que isoladamente não seria possível. De tais formas, embora inicialmente rudimentares, já manifestava alguma forma de administrar organizações. O pensamento administrativo merece a influencia dos filósofos gregos como, Platão discípulo de Sócrates e Aristóteles discípulo de Platão, ambos deixaram contribuições importantes para o exercício da administração do século XX. Platão preocupou-se com os problemas de natureza política e social relacionados ao desenvolvimento do povo grego, Aristóteles impulsionou o pensamento da filosofia. Essa nova concepção baseia-se, principalmente, nas habilidades humanísticas, necessárias ao administrador para que possa entender o mercado, a sociedade e seu comportamento. Pode-se considerar que a competência exigida ao administrador do século XXI, possui três dimensões: o conhecimento, a habilidade e a atitude. O conhecimento é o que se deve saber para desenvolver com qualidade o que lhe é atribuído. A habilidade necessária é saber o que se deve fazer para obter um bom desempenho, ou seja, construir estratégias, saber coordenar e motivar uma equipe. Já a atitude é agir para empregar adequadamente os conhecimentos e as habilidades. Dentre essas dimensões, destaco a atitude, sendo que ela por ela mesma, não basta. Não por acaso, Goethe afirmava não existir nada mais triste do que a ignorância em ação. É preciso a atitude certa (com conhecimento). No campo empresarial as “atitudes gerenciais” são: iniciativa, flexibilidade para ouvir opiniões diferentes da sua, capacidade de reconhecer seus próprios erros, disposição para aprender, etc.
O Administrador se defrontará com problemas multifacetados e cada vez mais complexos. Assim, o trabalho está crescentemente mais abstrato, mais intelectualizado, mais autônomo, coletivo e complexo. Ser proativo é o caminho necessário para o administrador se ajustar às novas tendências. É muito importante procurar se desenvolver, para isso, o profissional que está aberto a novos conceitos e está sempre procurando evoluir está um passo a frente no mercado de trabalho. Outro grande desafio do século XXI é o multiculturalismo. O administrador precisa saber transitar no mundo globalizado, aproveitando o multiculturalismo para crescer, adquirindo novos conceitos e sabendo lidar com vários grupos sociais, pois assim, ele só terá a contribuir à organização em que trabalha e ao seu currículo. O atual administrador é um eterno aprendiz, utilizando-se da melhor forma possível, as novas tecnologias de informação.




Bibliografia:CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1983.LODI, João Bosco. História da Administração. 8. Ed. São Paulo: Pioneira, 1984.MAXIMIANO, Antonio César A. Teoria geral da administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2000
DRUCKER, Peter F. A Nova Era da Administração. 5ª edição. São Paulo: Editora Pioneira, 1992. CHIAVENATO, Idalberto Introdução à Teoria Geral da Administração. 2ª Edição Revista e Atualizada. Rio de Janeiro: Editor Campus, 2000.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Liderança, Uma Visão Humanista


Liderança é o processo de relação interpessoal, onde o líder é aquele que busca o desempenho máximo dele e de todos os que estejam envolvidos em um processo produtivo, sejam eles subordinados na escala hierárquica da empresa ou simplesmente colegas (pares) cujos objetivos sejam semelhantes e ou complementares. O líder, portanto, não precisa estar investido de poderes específicos inerentes aos cargos gerenciais ou executivos. Ele precisa sim, ter uma visão muito abrangente da empresa, do mercado e, além de trabalhar nas metas formais da organização, que é o objetivo fim de seu trabalho, ter as suas próprias metas e convicções pessoais que, alinhadas às da empresa, o impulsione permanentemente em direção ao alvo. O bom líder tem uma mistura que, por mais paradoxal que pareça, garante o seu sucesso e o respeito dos seus colegas e funcionários. Ele consegue ser extremamente focado e ambicioso sem, contudo, perder a humildade e o respeito às pessoas. Ele não precisa aparecer pessoalmente para se sentir realizado, as conquistas da equipe e da empresa lhe bastam como satisfação que retro alimenta a sua motivação. Tem auto confiança suficiente para saber qual é a importância de sua participação no processo. Muitos autores, estudiosos do tema, denominam os estilos de liderança buscando representar da melhor forma a atitude do líder ideal. O Líder Servidor, apresentado por James C. Hunter no best seller O Monge e o Executivo, ou o Líder Nível 5, segundo o autor Jim Collins no livro, também campeão de vendas, Good to great – Empresas Feitas Para Vencer, são exemplos claros disso. Aliás, esses dois livros no fornecem um dado interessante. O Monge e o Executivo vendeu mais de 1.000.000 de exemplares no Brasil e Empresas Feitas Para Vencer está na sua 10ª edição. Considerando o tamanho do mercado editorial brasileiro, estes são números bastante expressivos e demonstram um grande interesse na busca pelas competências necessárias para o perfeito exercício da liderança. Curiosamente os dois estilos apresentados acima convergem para uma mesma maneira de liderar, os dois falam sobre ética, respeito e valorização das pessoas, busca constante da excelência, e do crescimento e desenvolvimento do líder e de toda a equipe. A maior diferença entre as obras citadas está no enfoque religioso dado por James Hunter na definição de Líder Servidor, contudo, as principais características citadas por ele estão presentes também no Líder Nível 5, de Jim Collins, independendo portanto do credo ou ideologia dos dois autores. Acredito que o estilo de liderança ideal é aquele que, durante a busca pelos objetivos formais das empresas, propicie um ambiente de trabalho saudável, com o desenvolvimento profissional e pessoal de todos os envolvidos; onde os egos sejam menores do que a satisfação pela evolução de todos, e as conquistas e as metas atingidas sejam apenas resultado de um processo focado, disciplinado e trabalhoso, porém, que proporciona uma sensação de prazer e satisfação pelo dever cumprido e uma grande disposição para os próximos desafios.