quarta-feira, 2 de junho de 2010

PERFIL DE PAULO GUEDES



Paulo Guedes, nascido em Santo Amaro da Purificação- Recôncavo baiano- BA em 1949. Doutorado em Administração pública pela escola de Administração da UFBA- Universidade Federal da Bahia, além de outros cursos como Sociologia econômica dentro das organizações na Universidade Técnica de Lisboa no Instituto Periódico de Economia e Gestão. Autor do livro: Machado de Assis - Administração Pública Brasileira, publicado pelo Senado Federal.
Começou como analista de sistema na universidade. Participou do Governo Estadual de Coordenações na área de modernização de informática, consultor de empresas, foi vice- presidente no ano de 88-89 do CRA (Conselho Regional de Administração) e Presidente do no ano seguinte 90-91, através de contexto político, pois o CRA na época era uma entidade que não tinha nenhum incentivo político, no sentido da defesa da profissão, da especificação da sociedade, de questões que deveriam ser explicitadas, pois tinham a ver com o campo da administração e um grupo de formados em administração nos anos 70 que já tinham militância políticas tinha como perspectiva dar sua contribuição e professor da UFBA desde os anos 92 Convidado para participar do Corpo Docente por Osório Reis – 1° Presidente do CRA, a fazer parte do grupo de pós- graduação que estava sendo criada na escola em 81-82. Ocupando vários cargos de extensões, atualmente além de professor é chefe do departamento de finanças e política publica.
Segundo Paulo Guedes, é muito difícil avaliar a formação de novos administradores, pois só na região metropolitana tem mais de 55 cursos cada um com sua especialização e o mercado não consegue absorver tudo, pela nossa economia e outros fatores. Com o avanço da tecnologia houve um impacto muito grande na área aplicada e até mesmo na teórica, mais há um posicionamento em algumas escolas em relação a mudanças no olhar no campo da administração, ou seja, não ficar só na idéia das possibilidades no mercado e sim um olhar mais amplo, completo da administração com abordagem antropológica, critica e outra abordagem que na verdade dá um conjunto no que talvez venha ensinar o que é ser administração. Dos revolucionários autores da administração, Guedes, citaria Taylor, apesar de muitos acharem ele mecanicista é porque desconhecem o que aconteciam na época dele, como funcionavam as indústrias- ele foi um revolucionário. Tem o Fayol, etc.
A ética é fundamental para um administrador, ou melhor, deveria ser universal para todas as pessoas, porque nos dias atuais é deixado para segundo plano junto com a moral e o profissionalismo. É importante ter controle emocional no ambiente de trabalho, para evitar problemas, Por outro lado, existe o conflito e é bom porque, todo processo dialético gera uma visão contraria.
E não só ficar dentro da leitura, aquela coisa hierarquizada, muito segmentada é muito mais interresante aplicar um olhar como um todo, ter uma visão mais ampla, afinal de contas hoje existe muita tecnologia, por exemplo, existem muito conteúdos em livros, revistas e até mesmo na internet, que estão disponibilizados a maior parte em inglês, porém para ler e entender algo tem que ter no mínimo o conhecimento básico em inglês, Frances, espanhol.
Na visão de Paulo Guedes, a globalização interfere em alguns setores, como o financeiro e tecnológico. Porém na área sindical não houve interferência. Por exemplo, a Ford é instalada aqui na Bahia e a partir do momento que ela não é mais rentável, se retira.
Em relação às multinacionais, a Bahia é "pobre", pois das empresas que tínhamos só nos resta a ODEBRECH, a maiorias se concentra em São Paulo.

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE PARA O ADMINISTRADOR


“A contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisão dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem decisões.”
Marion, José Carlos. Contabilidade básica. Pag. 28 10° Ed. São Paulo: Atlas, 2009.



A contabilidade é uma ciência social, pois estuda o comportamento das riquezas que se integram no patrimônio, surgiu basicamente pela necessidade que os donos do patrimônio tinham de controlar e obter informações a respeito de suas riquezas.
É importante para o administrador conhecer a parte contábil da empresa, para que esteja a par do que esta acontecendo.
A contabilidade serve para controlar e obter informações em relação ao patrimônio de uma pessoa física ou jurídica, e para isso o administrador tem que ter pleno conhecimento do que é a contabilidade.
Na administração, a contabilidade serve como fins gerenciais, para analisar e monitorar os resultados obtidos pela empresa. Para o administrador a contabilidade é vista como uma ferramenta importantíssima para a organização e planejamento das atividades financeiras e econômicas da empresa. Nesse sentido é importante para o administrador saber interpretar as informações contidas nos registros contábeis, para assim tomar as decisões cabíveis à situação.
Dos processos contábeis utilizados pelos administradores, estão às formalidades de escrituração, as demonstrações de resultado, balancetes e analise de balanço. Com base nos dados apresentados, os administradores conseguem tomar decisões, possibilitando assim uma visão ampla da situação econômica e financeira da empresa.







Entrevista com a Administradora Deise Cardoso




Entrevista realizada com Deise Cardoso, administradora registrado no conselho regional de administração (Cra: 14.916)

1. Em que faculdade conclui o curso?

Resposta: Faculdade Visconde de Cairu
www.cairu.br

2. Quando foi obtido o seu registro no CRA?

Resp. 01/2007

3. Qual a importância da contabilidade na área administrativa?

Resp. A importância da contabilidade na área administrativa é assegurar que os administradores recebam informações estratégicas a fim de possibilitar tomadas de decisões mais seguras e de forma proativa.

4. Conhecer as práticas contábeis pode ajudar ao administrador nas decisões de planejamento, organização, coordenação e controle? Como?

Resp. Sim! As práticas contábeis podem ajudar o administrar nas decisões de planejamento, organização, coordenação e controle através do processo que visa identificar, mensurar, suportar e analisar informações econômicas das empresas. Podemos exemplificar esta situação considerando algumas demonstrações contábeis – Balanços, DRE’s, Balancetes, etc – essenciais no funcionamento das organizações.

5. Para você o planejamento pode ser considerado uma das funções que mais utiliza a pratica contábil? Por quê?

Resp. Não! Considero a prática contábil sistemática não devendo considerar o planejamento como mais utilizado a prática contábil. Atividade que envolve um conjunto de atividades dependentes e importantes! Podemos considerar o aspecto gerencial, aspecto legal e aspecto gerencial como importantes.

6. Você considera a contabilidade importante para que o administrador alcance as metas impostas pelas organizações?

Resp. Sim! O administrador e o contador devem estar sempre juntos. Devemos consideras as questões supracitadas.

7. Como estão sendo geridas as mudanças que vem ocorrendo na contabilidade atualmente?

Resp. Costumo utilizar a máxima de Darwin “os mais aptos sobrevivem”!
Os recursos disponíveis, tecnologia e inovação, estão colaborando para os resultados contábeis. Eficiência e eficácia organizacional confirmam esta tendência.

8. Como é a rotina de um contador dentro da empresa?

Resp. A rotina de um contador em linhas gerais é produzir e/ou gerenciar informações que sejam úteis a investidores, administradores, credores, governos e outros, e avaliar decisões econômicas que interessem a essas entidades.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A GLOBALIZAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES E NO MUNDO

O trabalho é uma pesquisa sobre globalização, explicitando todo o cenário e conseqüências nas organizações.
O seu principal objetivo é mostrar com o material pesquisado o que é, como se instalou, como está o atual processo e que impactos ela está provocando no mundo.
Foi formulado com base em pesquisa acadêmica tendo como fonte, filmes, livros e artigos visando fundamentar um sentido amplo do assunto abordado.
O tempo utilizado para a elaboração foi o prazo máximo, com encontros semanais para discussão do conteúdo visando esclarecer da melhor forma possível o assuntou em questão.
O trabalho foi desenvolvido da seguinte forma:

 Introdução: Doralice e Edilania.

 Desenvolvimento: Marcos, Edilania, Cristiane, Gicélia, Doralice e Uilma.

 Cenário histórico da globalização no mundo: Doralice.

 Apresentar as principais empresas globalizadas: Edilania e Marcos.

 Aspectos econômicos da crise mundial: Uilma e Doralice.

 Analisar conseqüências da globalização e sua crise na área de formação: Cristiane, Gicelia e Doralice.

 Conclusão: Cristiane, Doralice, Edilania, Gicélia, Uilma, Marcos.

2. O CENÁRIO HISTÓRICO DA GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO

Para tratarmos do termo “globalização” é necessário entendermos como se deu inicio a esse processo. É impossível tratarmos de globalização sem mencionar o capitalismo. O capitalismo nasce da crise feudal com desenvolvimento comercial. Foi se formando aos poucos, durante o período final da idade media para facilmente dominar toda a Europa ocidental. Mas foram somente depois da revolução industrial na Inglaterra que se estabeleceu o verdadeiro capitalismo, estes passando por quatro diferentes fases: Pré-capitalismo, capitalismo comercial, capitalismo industrial e capitalismo financeiro.
Uma das conseqüências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista foi um brutal processo de concentração e centralização de capital. Varias empresas surgiram e cresceram rapidamente. A acirrada concorrência favoreceu as grandes empresas levando a fusão e incorporações que resultaram na monopolização oligopolização de muitos setores da economia. O capitalismo entrava desse modo em sua fase financeira e monopolista. Marca o inicio dessa nova etapa da revolução capitalista. Porém a consolidação capitalista só ocorreu efetivamente após a 1° guerra mundial quando as empresas tornaram-se mais poderosas e influentes acentuando a internacionalização dos capitais.
O capitalismo consolidou-se particularmente nos EUA com um rigoroso mercado de capitais, porem com o desfecho da segunda guerra mundial, agravou o processo de decadência das potencias Européias. Houve deslocamento do centro de poder mundial com a emergência de duas superpotências: EUA e União Soviética.
“O novo nasce sem que se perceba. Quase na sombra, o mundo muda de maneira imperceptível, todavia, constante. Neste início de século, temos a consciência de que estamos de vivendo uma nova realidade. As transformações atuais colocam os homens em perplexidade. A poluição e a desertificação se alastram, a superpopulação e as tecno-epidemias etc., tornam o mundo diverso negativamente.
A pobreza e a desigualdade são produtos desta forma da produção de modo civilizatório capitalista. Este novo apresenta diferentes faces. Tudo isso como conseqüência da desestruturação da ordem industrial. O atual período histórico não é apenas a continuação do capitalismo ocidental, é mais e melhor, é muito mais, é a transição para uma nova civilização. Esta transição que está em curso é preocupante para determinadas sociedades, desprotegidas na queda das nações pela primazia na história,”
Santos, Milton. Por uma outra civilização do pensamento único à consciência universal, 2000.
A acentuada mundialização da economia capitalista trouxe o período de gestação das profundas transformações econômicas pelas quais o mundo iria passar principalmente a partir dos anos 80, ou seja, o atual processo de globalização.
A globalização é um dos aspectos mais discutidos e polêmicos da nova ordem internacional, e nada mais é do que o processo de crescimento econômico, individualista e moldado pelos valores tendo como foco central o capitalismo. A globalização é conhecida também como fase avançada do capitalismo, é tida também como a integração em caráter econômico, social e político entre diferentes países, surgindo para atender ao capitalismo, buscando novos mercados estreitando a relação comercial entre países e empresas, tendo em vista que as multinacionais desenvolvem atividades em diferentes territórios.
“[...] Hoje tudo está no domínio do capitalismo. Acho que o capitalismo está em toda parte, de uma forma ou de outra, de maneira mais ou menos fragmentada, mais forte ou mais fraca, o que importa é que ele está em toda parte. Diretamente ou indiretamente está em toda parte. E são os novos sistemas técnicos que viabilizam isso.”
Santos, Milton. Território e Sociedade. Pág. 32

3. PRINCIPAIS EMPRESAS GLOBALIZADAS

Empresas globalizadas são aquelas que atuam em vários países através de suas filiais. As mudanças globais no contexto social e organizacional vêm provocando modificações nas empresas modernas, o crescimento continuo impulsiona a descentralização que multiplica os centros decisórios, sem a perda de uma visão ampla do todo interconectado. As empresas globalizadas têm por objetivo serem cada vez mais fortes ágeis e flexíveis, para aumentar sua qualidade, produtividade e ampliar seu campo de atuação.
“O processo de trabalho situa-se no cerne da estrutura social. A transformação tecnológica e administrativa do trabalho e das relações produtivas dentro e em torno da empresa emergente e em rede é o principal instrumento por meio do qual o paradigma informacional e o processo de globalização afetam a sociedade em geral.”
Castells, Manuel. Sociedade em rede. Pag. 223


Há muito para discutir em termos de instalações multinacionais, instaladas em seus países de origem, mantêm pacto de dependência e lealdade. Para muitos essas empresas são a oportunidade de emprego e melhoria da qualidade de vida.
Em debates e documentários atuais sobre desemprego, baixa remuneração da classe trabalhadora, muitos ainda pensam como funciona a nova empresa globalizada. Segundo o documentário “The Corporation I”, 150 anos atrás uma corporação era uma instituição relativamente insignificante, porem hoje, ela é onipresente como a igreja, a monarquia e o partido comunista foram.
Há uma falta de controle publico sobre as grandes organizações, assim percebe-se de forma clara a questão do consumo exagerado, a busca pela lucratividade e a falta de consciência das organizações ao poluir o meio ambiente.

3.1 EMPRESAS GLOBALIZADAS

Estados Unidos:
 American Express, Apple, Avon, Boeing, Ford Motors, General Electric, General Motors, Goodyear, Google Inc, Intel, McDonald’s, Microsoft, Motorola, Nike, Wal-Mart.
Alemanha:
 Adidas, Bosch, Puma, Siemens, Volkswagen, Mercedes-Benz.
França:
 Carrefour, Renault, Peugeot, Michelin, Danone, Bic, Alcatel.
Japão:
 Toyota, Mitsubishi, Honda, Toshiba, Sony, Mizuno, Nintendo, Yamaha, Ajinomoto.
Reino Unido:
 Shell, HSBC, Jaguar, Umbro.
Itália:
 Diadora, Fiat, Parmalat, Pirelli, Telecom Itália.
Brasil:
 AmBev, Gerdau, Gradiente, Embraer, Natura, Vale, Petrobras, Odebrecht, Votorantim.
Argentina:
 Arcor, Techint, Sideco, IMPSA.
Noruega:
 Statoil, Telenor.
Suíça:
 Nestlé, Banco USB, Rolex.
Países Baixos:
 Philips, Shell, Unilever, Lojas C&A, Makro.
Suécia:
 Ericsson, Eletrolux, Scania, Volvo.
Coréia do Sul:
 LG, Samsung, Hyundai, Kia.
Espanha:
 Santander, Zara, Telefônica.
México:
 Telmex, Softtek, FEMSA, América Móvil.
Canadá:
 Celestica, Bombardier, ATI Technologies.

“Corporações são criações artificiais, você pode dizer que são monstros tentando devorar tanto lucro quanto for possível, à custa de qualquer um.”Como qualquer outra megaempresa, a Nike procura baixar seus custos de produção utilizando mão- -de- obra boa e barata de qualquer lugar do mundo, além de buscar outras vantagens, como pouco rigor na proteção ambiental, condições tributarias favoráveis e isenção dos impostos. Ela trabalha com terceirização, seus produtos estão distribuídos em todo o mundo, amarrados por uma rede de trabalho.



Havaianas
“Havaianas é um dos casos de sucesso mais comentados no mundo dos negócios, as legítimas foi uma marca lançada para a classe média que, com o passar do tempo, todo mundo passou a usar. E o resultado é que, ela acabou se popularizando demais”.
A princípio o produto foi lançado para uma classe que tinha poder aquisitivo alto. Com o passar do tempo o produto se popularizou.

Microsoft e Yahoo
“Foi uma união para ganhar força e aumentar as chances da Microsoft e da Yahoo de combater a liderança no mercado. Com o acordo, as duas empresas querem mudar a cara da internet”.

A Microsoft e o Yahoo se uniram para se tornarem forte o bastante para poder competir com o Google.

Bosch
“O sucesso da Bosch depende inteiramente de nossa capacidade de inovar e do nosso know-how. Ampliar esta vantagem é um desafio que cada integrante de nossa equipe deve buscar a cada dia.”

A Bosch é uma empresa alemã, e desenvolve seus produtos em mais de 50 países, e atua em aproximadamente 140 regiões. É uma empresa internacionalmente conhecida pela sua criatividade e inovação.

Toyota
A participação da Toyota no mercado automobilístico chega a aproximadamente 160 países. È famosa pela qualidade de seus produtos e pela política ambiental que prega.
O mundo passa por mudanças, que geram sérios problemas de ordem social, econômica política, financeira, entre outros. Tudo isso ocasiona um caos no sistema mundial, o desemprego é tratado com naturalidade, à desigualdade é tratada com descaso.

“Em qualquer processo de transição histórica, uma das expressões de mudança sistêmica mais direta é a transformação da estrutura ocupacional, ou seja, da composição das categorias profissionais e do emprego.”
Castells, Manuel. Sociedade em rede pag. 224